Rodrigo Gouvêa e pai alegam perseguição de grupos políticos
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sábado, 05 de setembro de 2009
Janaina GarciaReportagem Local 
Os bastidores das eleições para a Presidência da Câmara de Vereadores de Londrina, em 1º de janeiro, e do novo segundo turno para a Prefeitura, no mês de março, são os ingredientes de um grande complô de três grupos políticos para derrubar do posto o vereador mais jovem na atual Legislatuta, Rodrigo Gouvêa. Essa, pelo menos, é a leitura feita pelo pai do vereador de 33 anos e formado em administração de empresas, o empresário Gladston Gouvêa. Filiado ao PTB e ex-assessor executivo da Secretaria de Meio Ambiente (Sema) na segunda gestão do petista Nedson Micheleti (PT), Gladston conversou com a FOLHA em sua residência, no Jardim Quebec, e atribuiu as denúncias ao presidente estadual do partido ao qual está filiado ''por enquanto'', deputado federal Alex Canziani, ao deputado federal Luiz Carlos Hauly, do PSDB, e a diretores do próprio PRP. ''Já temos um direcionamento do que está acontecendo. Tenho certeza de que essa farsa será desmascarada.''
De acordo com ele, a situação teria ficado mais clara a partir do fato de o denunciante ao Ministério Público (MP) ter sido o engenheiro Maurício Costa. Sócio da construtura que executará as casas do programa ''Minha Casa, Minha Vida'', do Governo federal, em Londrina, Costa disse ao MP, em junho que, no dia que o projeto do ''Minha Casa'', do Executivo, seria aprovado em primeiro turno, Gouvêa o teria interpelado para saber quanto receberia para aprovar a matéria.
''Há toda uma estrutura política contra meu filho, desde a eleição de 1º de janeiro já formaram um grupo tradicional que exigem que a pessoa seja encabrestada. Esse engenheiro, mesmo, encontrei com ele algumas vezes no gabinete do deputado Alex Canziani'', disse Gladston. ''Sabemos que tem articulação aí de suplente, de gente do partido do Rodrigo e mesmo do outro grupo que queria que o Rodrigo apoiasse a chapa concorrente (de José Roque Neto; Gouvêa ficou com a de Sandra Graça), como o Alex e o Hauly. Havia aquela pressão para o apoio e mesmo na eleição em que o Rodrigo apoiou o Barbosa Neto, mas não oficialmente (o PRP estava coligado com o PSDB de Hauly)'', disse. ''Meu filho pode ter um monte de defeito, pode ser um menino engomadinho, de cabelo não sei o que lá, mas tem formação. Ninguém nasce marginal.''
A reportagem tentou contato Canziani e Hauly, ontem, no início da tarde, mas eles não atenderam os celulares, assim como o engenheiro que denunciou Gouvêa.


