A Câmara de Londrina não aplicará sanção ao vereador Rodrigo Gouvêa (sem partido) pela suposta contratação de assessora em desvio de função. O relatório da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar - que recomendava a suspensão do vereador por 30 dias do uso do Grande Expediente - recebeu oito votos favoráveis e seis contra. Apesar do maior número de votos, o quórum mínimo para aprovação do relatório era de dez votos.
Na sua defesa, o vereador passou um vídeo, onde a denunciante do caso, Regina Amâncio, relata à juíza que lhe foi ''insinuado a possibilidade de ganhar 10 mil reais'' se conseguisse a cassação do registro de Gouvêa.
Logo após a votação, o vereador Roberto Fu (PDT) afirmou que ''a cidade de Londrina vai acabar rindo, mais uma vez, da atitude de alguns vereadores''. ''Eu votei sim para punição, fui o relator do projeto e acho um absurdo manter uma funcionária com o salário que ela tinha e que só ia duas ou três vezes por semana trabalhar.''
Já Gouvêa afirmou que alguns vereadores querem prejudicá-lo. ''Eu nunca tive (funcionário) fantasma, e por isso a votação foi favorável a mim. Tudo que falaram eu estou provando que é mentira, mas mesmo assim tem gente que quer me prejudicar.'' Sobre o fato da funcionária não comparecer com periodicidade à Câmara, Gouvêa afirmou que ''ela pediu licença para cuidar da mãe, que estava doente. Por isso, nesses últimos dias, vinha pouco à Casa'', finalizou.
Não participaram da votação: Rony Alves (PTB), que foi quem apresentou a denúncia, e o próprio Gouvêa.

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