Rodovias do PR podem ganhar sistema eletrônico de monitoramento
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terça-feira, 15 de outubro de 2013
Mariana Franco Ramos Reportagem Local 
Curitiba - O diretor-presidente da Agência Reguladora do Paraná (Agepar), Antônio José Correia Ribas, solicitou ontem, durante depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Pedágios da Assembleia Legislativa (AL), a implantação de um sistema de controle eletrônico do tráfego nas 27 praças de cobrança do Estado.
Segundo informou o presidente da comissão, Nelson Luersen (PDT), a Agepar deu prazo de 150 dias para o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) criar o serviço. O objetivo é gerar mais informações sobre a passagem dos veículos e, consequentemente, sobre o valor arrecadado com as cobranças.
O deputado estadual Tercílio Turuni (PPS), que apesar de não ser membro efetivo da CPI acompanha as reuniões, elogiou a iniciativa. Conforme o parlamentar, a ideia foi inspirada no seu projeto de lei do "pedagiômetro", arquivado pela AL em abril. "Hoje, tudo é feito por amostragem. O governo confia nos dados que as concessionárias passam. Então no mínimo existe a dúvida. (O sistema) vai trazer mais transparência e respeito para com a população", defendeu.
De acordo com Luersen, Ribas também falou sobre um estudo que a Agepar encomendou junto à Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), para avaliar os aspectos financeiros, jurídicos e estruturais dos contratos. Criada em 2012, a associação tem como função mediar as negociações entre o DER e as empresas que administram as estradas no Paraná.
O diretor-presidente da Agepar foi o único a prestar depoimento na CPI ontem. O ex-diretor do DER Rogério Tizzot, o presidente da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Ágide Meneguette, e auditores do Tribunal de Contas da União (TCU) também seriam ouvidos, mas justificaram as ausências por motivo de viagem. Eles devem comparecer na reunião da próxima semana.
Em Londrina
Amanhã, a CPI dos Pedágios promove audiências na Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), às 9 horas, e na Câmara Municipal de Maringá, às 17 horas. Os encontros, que serão abertos ao público, serão voltados a membros do poder público, lideranças e entidades de classe.


