São Paulo - Ao contrário do que teria prometido aos deputados da CPI da Pirataria, o juiz federal João Carlos da Rocha Mattos, preso na Operação Anaconda sob a acusação de comandar um esquema de venda de sentenças, não apontou os nomes de outros integrantes do Judiciário supostamente envolvidos com contrabando.
Os deputados tinham a expectativa de que Rocha Mattos apresentasse denúncias e ajudasse na investigação. Ele foi convocado para depor justamente porque teria dito, informalmente, que teria acusações a fazer à CPI. ''Havia uma expectativa muito grande para uma possível declaração do juiz sobre denúncias sérias contra integrantes do Poder Judiciário. Em uma conversa informal, ele havia dito que as faria. Nesse sentido, o depoimento frustrou'', afirmou o relator da CPI, deputado Josias Quintal (PMDB-RJ).
Rocha Mattos e o delegado da Polícia Federal Jorge Luiz Bezerra da Silva, outro acusado de envolvimento nos crimes apurados pela Operação Anaconda, tiveram o ontem pedidos de habeas corpus negados pelo Superior Tribunal de Justiça.

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