Brasília - Cassado e sem direitos políticos pelos próximos oito anos, o ex-deputado Roberto Jefferson (RJ) teve ontem seu pedido de aposentadoria proporcional aprovado pela Câmara dos Deputados. De acordo com o ato assinado pelo presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP) Jefferson receberá 52% dos vencimentos de um deputado (R$ 12.870), acrescidos de 6/35 do salário dos parlamentares, o que corresponde a um salário final de R$ 8.898,00. ''Isso é uma coisa legal que ele adquiriu'', disse Rebelo, ao informar que Jefferson, depois de contribuir com a Previdência durante seus mandatos, tem direito ao benefício. Desde que eclodiu a crise do mensalão, já se aposentaram o ex-deputado e ex-presidente do PT José Genoino e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto (RJ).
Oito dias depois de perder o mandato no plenário, no dia 14 de setembro, Jefferson solicitou sua aposentadoria, proporcional aos 16 anos de vida parlamentar. Com 52 anos de idade, Jefferson contribuiu para a Previdência do Legislativo por quase 23 anos: 14 anos pelo extinto Instituto de Previdência dos Congressistas (IPC) e oito anos pelo atual sistema.
O IPC, que previa contribuição de 30 anos para aposentadoria integral, foi extinto em 1999. Jefferson começou a contribuir em 1983, segundo a Assessoria da Câmara. Nos últimos quatro meses em que respondeu ao processo depois de denunciar o suposto mensalão, Jefferson vinha recebendo seu salário mesmo sem registrar presença nas sessões da Câmara.

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