RML abre portas para financiamentos
Patrícia Zanin
A perspectiva concreta de integrar ações, obter financiamentos de entidades nacionais e internacionais para projetos regionais e melhorar os sistemas de saúde, telefonia, transporte e meio ambiente são tidos como pontos-chave para a concretização da Região Metropolitana de Londrina (RML). O projeto foi aprovado anteontem pela Assembléia Legislativa e só depende agora de sanção do governador Jaime Lerner (PFL).
A RML integrará os municípios de Londrina, Cambé, Ibiporã, Jataizinho, Rolândia e Tamarana, envolvendo 750 mil habitantes e não 1 milhão, segundo cálculos dos prefeitos. Eles são unânimes em afirmar que o projeto trará benefícios não só para as administrações, mas principalmente para a população.
‘‘Uma região não progride sem um planejamento organizado e faltava isso. Acho que todos os prefeitos devem deixar as vaidades de lado e assumir que os problemas de seus municípios também atingem os vizinhos. Portanto, é imprescindível buscar soluções de caráter regional’’, defende o prefeito de Londrina, Antônio Belinati (PDT).
Para o prefeito de Cambé, José do Carmo Garcia (PTB), a RML será instrumento valioso na busca de investimentos e financiamentos nas áreas de meio ambiente e transporte. Na área da saúde, ele lembra que já funciona um Consórcio Intermunicipal de Saúde. ‘‘A criação da região metropolitana vem institucionalizar ações já existentes e criar novos mecanismos’’, avalia. ‘‘Essa lei vem dar mais força às nossas ações’’, reforça o prefeito de Ibiporã, Antônio Nadir Bigatti (PMDB).
O prefeito de Jataizinho, Luiz Yoshiharu Sato (PFL), entende que a RML criará novas oportunidades aos municípios da região no processo de industrialização crescente de Londrina. ‘‘O investidor olhará os municípios como um todo sabendo que a região é metropolitana’’, espera.
Edison Siena (PDT), prefeito de Tamarana, acredita que, a curto prazo, haverá redução na tarifa do transporte coletivo entre Londrina e Tamarana de R$ 3,50 para R$ 2,00 ou até R$ 1,70. ‘‘É benefício direto para o povo’’, prevê. Além da perspectiva de diminuição no preço da passagem do transporte intermunicipal, o prefeito de Rolândia, José Perazolo (PTB), espera também uma queda no valor da tarifa telefônica.
Perazolo só teme um processo de empobrecimento do comércio local em virtude das facilidades que serão criadas para quem quiser se deslocar de um município ao outro. ‘‘Hoje a população já procura Londrina para as compras. Acreditamos que isso vai se intensificar e os prejuízos nos preocupam’’, alerta. A opinião dele é compartilhada pelo presidente da Associação Comercial e Industrial de Rolândia, Ailton Maistro. ‘‘O comércio pode perder ainda mais’’, acredita.

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