Brasília - O deputado Fábio Ramalho (MDB-MG) esteve nesta segunda-feira (7) no Palácio do Planalto para apresentar sua candidatura ao comando da Câmara ao presidente Jair Bolsonaro. Na saída, ele relatou que se comprometeu com Bolsonaro a votar as reformas, especialmente a da Previdência, independentemente do apoio do governo.

"Eu vim dizer ao presidente que votarei pelas reformas de graça, sem toma lá, dá cá", afirmou. Foi uma indireta de Ramalho, que hoje ocupa a vice-presidência da Câmara, para concorrentes. Na entrevista, o deputado disse que tem "bastantes" votos no PSL, partido do presidente. O partido declarou oficialmente apoio a Rodrigo Maia (DEM). "Eu não vendo o que não posso entregar, e ele (Bolsonaro) concorda que tenho palavra."

Questionado sobre a resposta de Bolsonaro em relação a suas declarações, o deputado respondeu que o presidente não lhe garantiu nem lhe negou apoio. A uma pergunta se Ramalho estava sugerindo que Rodrigo Maia estaria fazendo negociação para se reeleger e garantir a aprovação das reformas, ele respondeu: "Não estou sugerindo, é só ver o que aconteceu no governo Temer, que entregou muitos ministérios e não recebeu nada", observou.

Apoio do PR

O Partido Republicano deve apoiar a reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ). "O Rodrigo é o que tem a maior viabilidade e isso garante a ele a reeleição", disse o líder do PR na Câmara, deputado José Rocha (BA). Se o suporte do PR se concretizar, serão ao menos cinco legendas favoráveis à recondução de Maia, além do próprio DEM, à presidência da Casa. Com PSL, PRB, PSD, PPS e DEM, o democrata teria 153 dos 513 deputados. Com o acréscimo da bancada do PR, o número sobe para 186.

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