A eleição em Apucarana reacende a rivalidade entre o ex-prefeito Valter Pegorer (PFL) e o atual Carlos Scarpelini (PSDB). Outros três candidatos estão no páreo, mas eles polarizaram a disputa e o confronto direto. Apesar das grandes divergências entre os dois grupos, questões como o valor do IPTU e o endividamento do município monopolizam a discussão. Scarpelini começou na política em 76 como vereador, foi duas vezes deputado federal, e agora tenta seu terceiro mandato. Pegorer fez sua estréia como candidato a vereador em 82, mas só em 93 conseguiu seu primeiro mandato como prefeito. Apenas num ponto eles concordam: o eleitor vai definir o voto a partir da análise e comparação da administração de cada um.
Scarpelini afirma ter herdado dívidas de cerca de R$ 20 milhões da administração Pegorer. ‘‘Foram empréstimos com bancos (Santos, Itamarati), Construfert (firma de limpeza de Rio Preto), Telepar, entre outras. Ele fez obras, mas deixou para o sucessor pagar.’’ O ex-prefeito rebate, dizendo que as dívidas totalizavam pouco mais de R$ 13 milhões, incluindo parcelamentos de compromissos de outras gestões. ‘‘Ele não pagou quase nada, apenas renegociou, beneficiado por uma lei do Senado, e por isso deveria ter muito dinheiro para investimentos em obras. Mas até agora ele não fez nada que justifique essa situação da prefeitura.’’
Scarpelini afirma ter diminuído o valor do IPTU ‘‘porque era muito alto’’. Pegorer alega que há um engodo. ‘‘Ele simplesmente tirou do IPTU a taxa de iluminação e de limpeza e passou a cobrar separado. Se esses dois itens forem incluídos no cálculo, o IPTU de 96 é menor do que o atual. Vou diminuir o valor do IPTU e suspender essa taxas ilegais’’, promete. Scarpelini afirma: ‘‘Se ele cortar a taxa de iluminação, em seis meses Apucarana estará no escuro, sem iluminação e sem dinheiro para manutenção e conservação da rede elétrica’’, acusa.

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