Rivais acusam Sarney de usar arapongas
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sábado, 23 de março de 2002
Agência Estado 
São Luís - O senador e ex-presidente José Sarney (PMDB-AP) é acusado, por políticos de oposição no Maranhão, de ter recorrido a arapongas, praticado escuta telefônica ilegal e distribuído dinheiro para comprar votos e garantir a vitória de sua filha, Roseana Sarney (PFL), na eleição ao governo do Estado em 1994. Naquele ano, Roseana venceu o segundo turno contra o então senador Epitácio Cafeteira (PPB), que liderava as pesquisas eleitorais.
O senador Sarney usou grampo, disse ontem o deputado estadual Aderson Lago (PSDB). Na última quinta-feira, um dia após Sarney ter subido na tribuna do Senado para acusar o governo federal de agir ilegalmente na ação da Polícia Federal que apreendeu R$ 1,34 milhão numa empresa da governadora, Lago denunciou o caso em discurso na Assembléia Legislativa.
Roseana, que se reelegeu em 1998, negou ontem a existência de qualquer esquema ilegal em seu benefício. Arapongagem? Imagina, que eu saiba isso nunca existiu.
Segundo o deputado Lago, José Sarney convenceu o Ministério da Justiça, em 1994, de que estaria sendo ameaçado de morte a mando de Cafeteira. Três agentes da PF teriam sido designados para atuar a serviço de Sarney, monitorando os passos do adversário de sua filha, inclusive com equipamentos de escuta telefônica. Acredito que os agentes tenham sido designados extraoficialmente, afirmou Lago, autor de um pedido de impeachment contra Roseana por improbidade administrativa.


