São Paulo Embora de forma não explícita, o embate entre os presidenciáveis José Serra (PSDB) e Ciro Gomes (PPS) apareceu também na cerimônia organizada ontem pelo Instituto Airton Senna. A deputada Rita Camata (PMDB), que é candidata à vice na chapa de Serra, não gostou quando Ciro disse, após assistir ao filme ''Uma Onda no Ar'', que sentia ''muita vergonha de ser político no Brasil''.
Chamada para falar em seguida, a deputada lembrou suas ações como parlamentar em defesa da criança e do adolescente, enfatizando que se sentia ''à vontade'' e ''muito gratificada'' com os resultados da política. ''Ainda estamos muito aquém do que desejamos, mas o avanço foi grande'', afirmou.
Rita, deputada há 14 anos, lembrou que foi a relatora da lei que deu origem ao Estatuto da Criança e do Adolescente, considerado um dos principais avanços da legislação brasileira nesta área e elogiado em outros países. Ela também presidiu, no início dos anos 90, a comissão parlamentar de inquérito (CPI) que apurou as denúncias de extermínio de menores no País (trabalho que lhe valeu um prêmio especial da Unicef). Atualmente, ela coordena a Frente Parlamentar pela Criança.
Indagada se a ''carapuça'' que Ciro havia posto nos políticos havia lhe servido, ela negou: ''Não tenho vergonha nenhuma porque estou trabalhando e dando minha contribuição nessa área em toda a minha carreira parlamentar.''

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