Vitória- A pré-candidata a vice-presidente na chapa do senador José Serra (PSDB-SP) à Presidência da República, deputada Rita Camata (PMDB-ES), admitiu ontem a possibilidade de seu partido não permanecer unido nas eleições presidenciais de 2002. Segundo ela, está sendo feito um trabalho de articulação para superar as dificuldades nacionais e regionais à aliança. ‘‘Mas, se não for possível, vamos com maioria nessa caminhada pelo País todo, mostrando propostas concretas de melhoria de emprego e a necessidade de avançarmos, na área da Educação, na questão da primeira infância’’, afirmou.
Rita Camata lembrou que o PMDB sempre teve diferenças internas e tentou minimizar os problemas. Ela se disse confiante na aprovação, pelo partido, de sua candidatura a vice-presidente. ‘‘Não vejo tantas dificuldades. Estamos em uma fase em que quanto mais intrigas houver, mais se vende jornal.’’
A deputada se declarou surpresa com as declarações do senador Pedro Simon (PMDB-RS) que anteontem demonstrou simpatia por uma aliança com o PT que, segundo ele, poderia dar ao presidenciável petista Luiz Inácio Lula da Silva a vitória no primeiro turno.
‘‘Conversei com o senador, depois de minha indicação para vice, por três vezes’’, relatou. ‘‘As conversas foram muito boas no sentido de ele estar se incorporando a este projeto. Prefiro acreditar no que ele conversou tanto comigo como com o Serra.’’ Simon também foi cogitado para ser indicado como vice do pré-candidato tucano, mas foi preterido e teria ficado magoado com o episódio.
O senador José Serra, que passou este sábado no Espírito Santo, preferiu não comentar as declarações de Simon e também evitou entrar em polêmicas regionais. Ele disse que a intervenção federal no Estado, pedida pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que será discutida esta semana, é um processo muito complicado e declarou que seu candidato a governador no Espírito Santo será aquele que seu partido apoiar.
Os tucanos capixabas estão divididos entre a proposta do prefeito de Vitória, Luiz Paulo Velloso Lucas, de apoiar o pré-candidato do PSB, senador Paulo Hartung, e a proposição do presidente do PSDB local, deputado João Miguel Feu Rosa, de lançar candidatura própria. ‘‘Vou ficar com o candidato que meu partido apoiar’’, declarou Serra, minutos antes de embarcar numa escuna para um passeio de uma hora pelo litoral de Vitória. Na agenda de Serra estava prevista uma visita a obras da prefeitura e um almoço em Venda Nova do Imigrante, terra natal de Rita Camata.

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