O ex-ministro da Fazenda Karlos Rischbieter vai ser o substituto do ex-governador Ney Braga no Conselho de Desestatização da Copel. O anúncio foi feito ontem pelo governador Jaime Lerner (PFL), no Palácio Iguaçu, em Curitiba. O convite a Rischbieter foi feito no início da semana, quando Ney Braga resolveu declinar da responsabilidade de presidir o Conselho (ver ao lado). ‘‘Entendo as razões alegadas pelo ex-governador’’, afirmou Lerner.
Rischbieter foi escolhido para integrar o Conselho por ter experiência nas áreas pública e privada. Ele foi ministro durante o governo João Figueiredo e é consultor de empresas há 15 anos. ‘‘Ele tem grande experiência e poderá dar grandes contribuições ao conselho’’, disse o governador.
O Conselho de Desestatização da Copel, formado ainda pelos secretários Alex Beltrão (Assuntos Estratégicos), Giovani Gionédis (Fazenda), Miguel Salomão (Planejamento) e Reinhold Stephanes (Banestado), deverá realizar a primeira reunião na semana que vem, quando o novo presidente será escolhido.
O Conselho deverá se reunir regularmente e, para que qualquer assunto seja aprovado, será necessária a aprovação dos cinco membros. Eles opinarão sobre o preço de venda da empresa, o cronograma de execução e processos de cisão e fusão de sociedades ligadas à companhia. Caberá ainda ao grupo acompanhar o trabalho dos consultores, que apresentarão as regras da privatização. A comissão é que aceitará ou não os valores que serão estipulados para a venda da empresa, que deve ser feita no primeiro semestre de 2000.
PanoramaO Paraná possuiu 58,6% das ações ordinárias (com direito a voto) da Copel e 31,1% do capital total. Atualmente, 12,5% das ações ordinárias da Copel e 80,8% das ações preferenciais estão sendo negociadas em bolsas de valores do Brasil e do Exterior, o que equivale a 44,5% do capital total da empresa.
Segundo o governador Jaime Lerner, a privatização da Copel segue uma tendência nacional. Em todo o País, 15 estados já iniciaram o processo de privatização ou desestatização do setor elétrico. Entre eles, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia que já tiveram os setores passados integralmente à iniciativa privada.

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