Riquelme se reúne com promotores segunda-feira
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sábado, 25 de novembro de 2006
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
O futuro das Promotorias de Investigação Criminal (PICs) do interior do Estado será definido na próxima segunda-feira à tarde. Apesar de o Ministério Público (MP) não dar o assunto por oficial, dois coordenadores ouvidos pela FOLHA confirmaram a convocação recebida do procurador Geral de Justiça do Paraná, Milton Riquelme de Macedo, para uma reunião às 16 horas na sede do órgão, em Curitiba.
Ontem, o clima era de apreensão ante a possibilidade de Londrina, Cascavel e Foz do Iguaçu também perderem o contingente de policiais cedidos pelo Governo do Estado - a exemplo do ocorrido com a PIC de Curitiba.
A reunião pode confirmar ou não a debandada do policiamento de apoio às ações, sobretudo aquele que integra o Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gerco). Segundo a assessoria de imprensa do MP, na Capital, Riquelme passou o dia ontem em um evento em Alagoas e não poderia se pronunciar sobre o assunto.
Para o coordenador da PIC em Londrina, promotor Leonir Batisti, a decisão do Governo surpreendeu a classe. ''As PICs têm executado um trabalho importante, e, como o Estado é um complexo, as pessoas precisam pensar coletivamente'', disse Batisti, para completar: ''Por isso que esperamos que da reunião venha uma solução; que o Governo compreenda que o serviço (dos policiais) é público, não do governador''.
Conforme Batisti, os três promotores da PIC em Londrina têm as ações auxiliadas por quatro policiais civis e cinco militares. ''Nosso enfoque aqui é variado: vai das investigações a crimes envolvendo servidores públicos, ao crime organizado. Mudar seria tremendamente negativo para os nossos trabalhos'', avaliou.
Cauteloso, o coordenador da PIC de Foz do Iguaçu, Rudi Rigo Urkle, avaliou que a situação das promotorias após os fatos em Curitiba é ''delicada e complicada''. ''Existe um trabalho em andamento, pelas PICs, e qualquer 'solução' agora traria prejuízos imediatos a curto, médio e longo prazos'', comentou. Sobre a reunião, contudo, o promotor se mostrou otimista: Urkle acredita que eventuais decisões do MP sobre devolução de policiais emprestados devem ser tomadas apenas após a reunião com Riquelme. ''Acredito que a discussão não afastará a continuidade dos serviços'', apostou.
Pelos números da PIC de Foz, onde há quatro promotores e 13 policiais no Gerco, nos dois últimos anos 80 servidores das polícias foram investigados, além de 80 traficantes presos e, desde janeiro passado, cerca de 5 toneladas de maconha apreendidas, vindas do Paraguai.


