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"Enfrentamos isso em 2005 e muita gente falou que PT ia acabar"
Secretário de Comunicação do PT, deputado André Vargas (PR), sobre o mensalão

Rio+20: aluguel custa o triplo do preço de compra
O Governo Federal vai gastar R$ 7 milhões para alugar 22 mil itens de mobiliário para a Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que acontece nesta semana no Rio de Janeiro. Empresas que participaram do pregão garantem: o valor é três vezes mais alto do que se fossem comprados. Na Eco-92, os móveis foram comprados e até hoje são utilizados em órgãos públicos federais.

Falta provas
A assessoria da Rio+20 garante ter sido feita "pesquisa de mercado", diz que o aluguel saiu "mais barato", mas não mostra comprovantes.

Burocrático demais
O governo alega que a Lei de Licitações dificulta a compra de mobília, ao contrário da época da Eco 92. A Lei de Licitações (8.666) é de 1993.

Tenda dos milagres
O Foro de São Paulo, dos "cumpanhêro" socialistas da América Latina, terá uma tenda na Cúpula dos Povos, paralela à Rio+20, no Aterro.

Ladeira
Mais um setor em queda: o do tráfego de passageiros. O crescimento de 16%, em 2011, caiu para 5% em Março, e subiu só 0,3% em Abril.

Novo Refis beneficia calote das universidades
O governo federal articula, na moita, o novo projeto de refinanciamento Refis 6, para beneficiar universidades particulares que devem R$ 15 bilhões em impostos. Isto depois de terem sido beneficiadas pelo INSS com a renúncia a créditos de R$ 8 bilhões. As universidades prometem pagar os R$ 15 bi com bolsas, mas nem o Ministério da Fazenda nem o MEC sabem quantas bolsas foram geradas pelos R$ 8 bilhões.

Caixa dois
Programas de refinanciamento Refis sempre aparecem às vésperas de eleições, suspeitam auditores da Receita, para alimentar o caixa dois.

Justa homenagem
O ministro César Asfor Rocha receberá na quinta (14) a medalha Anita Garibaldi, da Assembleia Legislativa de Santa Catarina.

STJ também quer
O ministro João Otávio de Noronha, do Superior Tribunal de Justiça, é apontado como nome a uma das vagas do Superior Tribunal Federal.

Nova tentativa
Apresentado após Operação Castelo de Areia da Polícia Federal, em 2009, o projeto de lei que pune empresas corruptoras será colocado mais uma vez em votação nesta terça na comissão especial.

Trabalheira
Além do ministro Brizola Neto, 13 pessoas, entre assessores, técnicos, secretários e sindicalistas estão por nossa conta em Genebra (Suíça) até 15 de junho, para a 101ª Conferência Internacional do Trabalho.

Gastança secreta
O governo federal gastou R$ 10,9 milhões com cartões corporativos nos primeiros cinco meses do ano. Os gastos são "sigilosos", apesar das promessas de transparência.

Garimpo no DNIT
Membro da CPI do Cachoeira, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) se debruça sobre os mais de seis mil contratos firmados entre o DNIT e a Delta Construções: "Pega o PT em cheio", garante.

Doa a quem doer
Líder da minoria, o deputado Mendes Thame (PSDB-SP) acredita que, "mesmo que prejudique José Serra" na disputa pela prefeitura de São Paulo, o ex-diretor do Dnit, Luiz Antonio Pagot, precisa ser convocado na CPI de Cachoeira: "Temos de deixá-lo falar, doa a quem doer".

Nova Suíça
Membro da CPI mista de Cachoeira, o deputado Dr. Rosinha (PT-PR) se espantou quando Walter Paulo, dono da Faculdade Padrão, disse possuir conta bancária em Nova Suíça. É só um bairro de Goiânia.

Apito
O Conselho Indigenista Missionário, que manda e desmanda nas reservas com ONGs estrangeiras, divulga na quarta (13) dados "chocantes" no relatório anual sobre a violência contra os índios.

JK em 452 páginas
Autor de "Momentos Decisivos", livro que será lançado na quarta (13), Carlos Murilo Felício dos Santos relata em 452 páginas a convivência íntima com o ex-presidente JK, inclusive nas fases mais difíceis.

Campeonato
O polonês Robert Lewandowski fez o primeiro gol da Eurocopa 2012. O brasileiro Ricardo está com a bola na final do mensalão no Supremo.

PODER SEM PUDOR
Vingança suprema

O então ministro Alcides Carneiro, paraibano da gema, foi assistir a um filme de suspense. Na saída, quase caiu com o esbarrão de um sujeito apressado para entrar no cinema. O ministro reagiu com bons modos:
- Não precisa pressa. A outra sessão ainda não começou.
- E daí? Não lhe perguntei. Não pedi desculpas, nem vou pedir.
Restou a Carneiro reagir à malcriação com a vingança suprema:
- Ah, é? Pois então fique sabendo, logo agora, que o criminoso do filme só aparece no último minuto. É o primo do mocinho.
Revelado o enigma do filme, o mal-educado deu meia-volta e foi embora.

Com Ana Paula Leitão e Teresa Barros
www.claudiohumberto.com.br

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