Rio cria CPI para investigar Diniz
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quarta-feira, 03 de março de 2004
Agência Folha 
Rio - A Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro aprovou ontem, por unanimidade (61 votos a favor), a criação de uma CPI para apurar irregularidades na Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj) na gestão de Waldomiro Diniz (janeiro de 2001 a dezembro de 2002) e no Rioprevidência (fundo de pensão dos servidores estaduais).
A comissão é controlada por aliados do ex-governador Anthony Garotinho (PMDB), que foi o responsável pela nomeação de Waldomiro, depois mantido por Benedita da Silva (PT) na Loterj.
Os petistas foram os maiores derrotados ontem. A bancada do partido tentou aprovar uma emenda separando as duas investigações em CPIs distintas, mas teve o pedido rejeitado pela Comissão de Constituição e Justiça e, depois, em plenário.
Para os petistas, a inclusão do Rioprevidência seria uma manobra diversionista com o objetivo de proteger Garotinho e comprometer a gestão de Benedita, que sucedeu o ex-governador em abril de 2002. Ela ficou no cargo até dezembro daquele ano. No governo Benedita, a direção do Rioprevidência comprou títulos públicos acima dos preços de mercado, o que teria causado prejuízo de R$ 25,5 milhões.
Segundo o presidente da CPI, deputado Alessandro Calazans, os primeiros a serem convocados serão Waldomiro, o empresário do jogo Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e o antropólogo Luiz Eduardo Soares.
Cerca de 20 mil pessoas fizeram ontem em Brasília a maior manifestação a favor da reabertura das casas de bingo no Brasil. Uma comissão de representantes dos líderes do ato foi recebida pelos ministros Márcio Thomaz Bastos (Justiça) e Ricardo Berzoini (Trabalho), de quem ouviu que o governo vai manter a proibição determinada por liminar na semana retrasada.
Organizado pela Força Sindical, pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade e pelos empresários do setor, o ato reuniu em sua maioria trabalhadores de casas de bingos, que reivindicam a manutenção dos empregos. A estimativa de 20 mil pessoas foi feita pela Polícia Militar os organizadores calcularam em 30 mil.
Os ônibus, pagos pelos bingos, com manifestantes começaram a chegar na madrugada. Por volta das 11h, o grupo se dirigiu ao Congresso Nacional e tomou o gramado. Cerca de 700 policiais cercaram o Congresso. Um grupo de manifestantes entrou no espelho d'água em frente ao prédio, com faixas de protesto, que em sua maioria citavam o ministro José Dirceu (Casa Civil).
A comissão que se reuniu com Bastos e Berzoini levou a proposta de uma medida provisória alternativa, com a reabertura dos estabelecimentos que pagam impostos e estão em dia com as contribuições previdenciárias, mas não houve negociação.
Em seguida, convocados pelo presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (pré-candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PDT), os manifestantes se instalaram na Praça dos Três Poderes exigindo uma audiência com o presidente Luis Inácio Lula da Silva, que deixou Brasília rumo a São Paulo para o aniversário do filho Fábio Luiz, de 29 anos.


