Rigotto quer investigação unificada
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terça-feira, 19 de julho de 2005
Luciana Pombo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O governador do Rio Grande do Sul (RS), Germano Rigotto (PMDB), defendeu ontem a formação de uma única Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar todos os crimes de corrupção nos organismos estatais. A CPMI investigaria desde os contratos realizados com estatais e empresas publicitárias, até o recebimento de propina ou benefícios por parlamentares em troca de apoio político ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A CPMI poderia ser chamada, segundo Rigotto, de CPMI da Corrupção (mesmo nome que seria dado para a CPMI que investigaria atos de corrupção do governo Fernando Henrique Cardoso).
''É algo para que o Congresso Nacional decida. Mas ter várias CPIs para investigar atos correlatos só vai fazer com que as investigações acabem não dando em nada de concreto'', considera o governador gaúcho, que ontem esteve participando da reunião semanal do secretariado. Rigotto não acredita em melhoria do governo Lula até por conta da prática de troca de benefícios por votos. O PMDB teria sido uma vítima da atual política do governo federal.
Entretanto, ele não quer falar em candidaturas à presidência da República. Ele aposta na recuperação do PMDB como um partido de lutas, através de projetos de reconstrução nacional. ''O PMDB tem que recuperar a identidade própria, tem que ter cara e projetos que contenham início, meio e fim. Antes de termos candidatos, temos que ter projetos consistentes, responsáveis para o Brasil'', considerou. Rigotto acha que se o PMDB continuar de ''arrasto'', os políticos poderão ser penalizados nas próximas eleições.
Rigotto disse ainda que é necessária que seja votada urgentemente a reforma tributária para que sejam resolvidos os problemas vividos como guerra fiscal, reduzindo de 40 para cinco alíquotas de ICMS e de 27 para apenas um legislação de impostos. Roberto Requião (PMDB) também fez discursos contra a corrupção. Mas ao contrário de Rigotto, ele não acredita em CPMI. ''Acho que quem errou tem que ir para cadeia. Mas cabe ao Ministério Público (MP) e a Polícia Federal este tipo de investigação.''


