Curitiba - Se o PSDB confirmar a tendência de aliança com outros partidos para 2014, Flávio Arns pode não disputar a próxima eleição. Na semana passada, o atual vice-governador afirmou que não será candidato a nenhum cargo no Legislativo em 2014. Escolhido para compor a chapa com o tucano Beto Richa em 2010, Flávio Arns tem o nome "rifado" nos bastidores da política paranaense, mas sinaliza que quer permanecer no cargo.
Ratinho Júnior (PSC), Osmar Serraglio (PMDB) e Eduardo Sciarra (PSD) já foram cotados para substituir Arns na vice-governadoria, mas nenhum foi confirmado pelo PSDB. A reportagem procurou Arns para ouvi-lo sobre sua decisão. Pela sua assessoria, ele confirmou que não pretende disputar vagas no Legislativo (Senado, Câmara Federal ou Assembleia Legislativa) e disse que ainda não falará sobre as próximas eleições.
Ao recusar o Legislativo, Flávio Arns não "atrapalha" a unificação tucana que o PSDB tem articulado. A vaga do Senado foi garantida para Alvaro Dias, que tenta a reeleição, e Valdir Rossoni, presidente estadual da sigla, disputará uma vaga na Câmara Federal grudado em Beto Richa. Essa distribuição de candidaturas, para os tucanos, evita um "racha" no partido para as próximas eleições.
Se disputasse a Câmara Federal, Arns teria que concorrer com outros nomes que vão sair do secretariado estadual, como Edson Casagrande (Assuntos Estratégicos) e Evandro Roman (Esporte). Eles disputarão a "proximidade" do governador com Ricardo Barros (PP), Hauly (PSDB) e Cássio Taniguchi (DEM), por exemplo, que possuem mais experiência no pleito. Para a Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, Ademar Traiano já declarou que busca a reeleição e a presidência da AL na sucessão de Rossoni, já em seu segundo mandato.
A possibilidade de Ratinho Júnior ser candidato a deputado estadual, alardeada nos bastidores como uma "fórmula mágica" para dar a presidência da Casa ao político do PSC (além de dez das 54 cadeiras da AL), também complica a composição da chapa proporcional que apoiará Beto Richa. Para apoiar a reeleição do tucano, o PMDB tem exigido uma coligação
na chapa dos estaduais, para evitar que a bancada caia pela metade. Orlando Pessuti (PMDB), nesse cenário, poderia competir com Traiano pela presidência da AL.
"Ainda é muito cedo, mas o projeto do PSD é ter uma candidatura própria. Temos o nome do Joel Malucelli (empresário de Curitiba) e eu poderia disputar o Senado. A minha intenção é estar na majoritária", desconversa o deputado federal Eduardo Sciarra. Presidente do PSD no Paraná, ele é citado por tucanos e petistas como uma opção de vice para 2014. Flávio Arns acumula com a vice-governadoria a Secretaria de Estado da Educação, que poderia ser "vitaminada" na prometida reforma do primeiro escalão em setembro.

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