Richa recusa coordenação de comitê
Os aliados do governador Jaime Lerner (PFL) terão de encontrar um outro coordenador político para o comitê paranaense pró-reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). O ex-senador José Richa anunciou ontem que vai recusar o convite costurado pelos presidentes do PFL, José Carlos Gomes Carvalho, e do PTB, Nelson Justus. Não quero ser presidente. Não tenho tempo, declarou.
Richa (foto) deu garantias, no entanto, de que será mais um membro do comitê lernerista. Se eu fosse convidado para integrar o organizado pelo Álvaro (Dias) eu recusaria, informou, numa referência ao seu estremecimento político com o presidente da Telepar. Richa e Álvaro estão rompidos desde maio do ano passado, quando a ala alvarista conseguiu impedir a filiação de Lerner no partido.
O ex-senador sinalizou ainda permanecerá neutro na briga pelo Palácio Iguaçu, e que será difícil uma mudança de postura. Uma manifestação minha não ajudaria em nada, apenas agravaria a situação. Não vou me alinhar a nenhum dos candidatos (Lerner e Álvaro). Quero ficar equidistante, ressaltou. Eu participo de um comitê pró-FHC, mas não me engajo em campanha. Eu não devo, analisa Richa.
Sem tempoDesligado do PSDB há meses, o amigo pessoal do presidente Fernando Henrique se dedica hoje à iniciativa privada. Ele integra o conselho administrativo da Vasp e do grupo empresarial Carlos Alberto Mansur, em São Paulo. Isso me consome muito tempo, avalia. Richa não admite abertamente o seu desencantamento com a política, mas nos últimos tempos passou a priorizar sua atividade profissional.
Para o ex-senador, a idéia do comitê é interessante, na medida que fortalece a base política do presidente no Paraná. Nunca tive tanta convicção na necessidade de reeleição de Fernando Henrique. O Brasil precisa se estruturar, e ele (FHC) precisa estar em frente destas definições, analisa. Richa diz que a reeleição vai garantir a implantação das reformas idealizadas nos primeiros anos de governo.
Sem saber da recusa de Richa, o presidente do PFL, José Carlos Gomes Carvalho, avaliava ontem o corpo que integrará o comitê, ainda sem local e data definidos. Carvalhinho citava como membros do Comitê Supra-partidário FHC o diretor-presidente da Itaipu, Euclides Scalco (sem partido); o ex-governador João Elísio Ferraz de Campos (PTB); Teobaldo Machado (sem partido); o prefeito de Maringá, Jairo Gianotto (PSDB); Aníbal Khury (PFL); e o ex-senador João de Mattos Leão. (L.D.)





