Richa libera mais R$ 55 milhões para o TJ
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terça-feira, 01 de março de 2016
Adriana De Cunto<br>Reportagem Local 
Curitiba - O governador Beto Richa (PSDB) voltou atrás e determinou na manhã de ontem que a Secretaria da Fazenda liberasse mais R$ 55 milhões para garantir o pagamento da folha de salários do Tribunal de Justiça (TJ). Segundo informações da assessoria de imprensa do governador, a decisão foi tomada após conversas com diversos desembargadores. No dia 22 de fevereiro, o Estado havia repassado R$ 70 milhões referente à parcela de fevereiro do orçamento do Tribunal. O repasse total que caberia ao Estado é R$ 167,5 milhões. Segundo o governador, os R$ 122 milhões enviados são suficientes para cobrir a folha de pagamento do Poder Judiciário.
A preocupação com o salário dos servidores do TJ levou ontem de manhã o coordenador-geral do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado do Paraná (Sindijus-PR), José Roberto Pereira, à Assembleia Legislativa para conversar com o deputado (Professor) Lemos (PT) e com o presidente da Casa, Ademar Traiano (PSDB). "Hoje (ontem) pela manhã, quando da estada deles aqui, eu liguei ao governador já tinha estado na noite de segunda-feira com o governador - e ele de pronto determinou o pagamento. Os valores, na ordem de R$ 55 milhões, foram repassados hoje (ontem) ao TJ, o que aliviou com certeza todo o funcionalismo através do pleito do Sindijus", disse Traiano.
O não repasse do duodécimo orçamentário de fevereiro é mais um capítulo da briga entre os poderes Executivo e Judiciário do Paraná, que começou no ano passado, quando a Secretaria Estadual de Fazenda pretendia ter acesso ao fundo do TJ que concentra o dinheiro dos depósitos judiciais valores discutidos em ações e que ficam depositados em juízo até o fim do processo. Mas o Tribunal não concordou com a solicitação, determinando que o dinheiro dos depósitos só poderia ser usado pelo Estado para pagamento de precatórios.
Até o final da tarde de ontem o TJ não havia se manifestado sobre o repasse parcial de fevereiro. Também até ontem, o mandado de segurança impetrado pelo Sindijus junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) ainda não havia sido julgado pela Corte. O sindicato quer obrigar o Estado a repassar o valor total da parcela de fevereiro e garantir que os próximos pagamentos sejam feitos na data certa, até o dia 20 de todo o mês.


