Curitiba - Ao votar, o ex-governador Beto Richa, candidato ao Senado pelo PSDB, disse estar otimista, apesar de ter perdido votos após sua prisão, em setembro - medida que chamou de "barbárie". Richa perdeu 11 pontos nas pesquisas de intenções de voto divulgadas nesta semana após ter sido preso na Operação Radiopatrulha, deflagrada em setembro pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), além de ter sido de alvo de mandados de busca e apreensão na Operação Piloto, braço da Lava Jato.

O tucano votou por volta das 10h30 no Colégio Estadual Amâncio Moro, em Curitiba. Richa disse que as pesquisas o colocariam em uma posição mais confortável caso não tivesse sido detido temporariamente. "Lamentavelmente, fui vítima de uma grande injustiça - talvez uma das maiores já cometidas num período eleitoral na história do Paraná", declarou.

O ex-governador disse que sua prisão - à qual se referiu com palavras como "loucura", "arbitrariedade", "truculência" e "ilegalidade" - foi uma clara tentativa de interferência na eleição.

"Não há dúvida alguma de que foi para exterminar, destruir minha candidatura. Isso está muito claro. É até impressionante a ousadia deles em nem disfarçar a tentativa de interferir no processo eleitoral, mostrando inclusive um desprezo à democracia", criticou.

Richa disse que não vê "aspecto legal que possa dar guarida" aos pedidos de impugnação da sua candidatura - feitos pelo PSOL, pelo senador Roberto Requião (MDB) e pela coligação "Paraná Decide", da candidata à reeleição Cida Borghetti (PP), e reforçados pelo Ministério Público Eleitoral. "Também em relação a isso, estou tranquilo", disse.

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