O presidente do Conselho de Ética, Ricardo Izar, divulgou a nota ontem em que cita dois exemplos da suposta ‘‘conspiração’’: o recurso do PT ao presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), e o parecer ‘‘com viés jurídico discutível e viés político explícito’’ do deputado Darci Coelho (PP-TO), da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), que opina favoravelmente ao argumento de Dirceu de que seu processo no Conselho teria que ser extinto já que o PTB, autor da acusação, decidiu retirar a representação. ‘‘Para cada ação protelatória haverá uma reação enérgica em sentido contrário; estaremos dispostos a trabalhar inclusive aos sábados e domingos para concluir os [14] processos [contra deputados acusados de envolvimento no ‘‘mensalão’] até o dia 20 de dezembro’’, acrescenta a nota.
  Ângela Guadagnin negou que seu pedido de ‘‘vista’’ tivesse intuito protelatório e afirmou ter se sentido ‘‘ofendida’’ com a nota. ‘‘O senhor se coloca em uma posição parcial’’, disse se dirigindo a Izar, que não respondeu. O advogado de Dirceu, José Luis Oliveira Lima, também criticou: ‘‘É inacreditável que o presidente de um conselho de ética divulgue uma nota nos termos da que divulgou’’. O deputado Darci Coelho afirmou que seu parecer pró-Dirceu é uma questão de ponto de vista. ‘‘Tem aqueles que não concordam e aqueles que elogiam, é uma questão de ponto de vista’’. A votação desse parecer acontece na terça-feira. (Folhapress)

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