Ricardo Barros vota contra processo no Conselho de Ética
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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
Luís Fernando Wiltemburg<br> Reportagem Local 
O deputado federal Ricardo Barros (PP) foi o único paranaense membro da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Federal a votar contra a admissibilidade do processo por quebra de decoro parlamentar contra o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Sandro Alex (PPS) e Valdir Rossoni (PSDB) acompanharam o relator Marcos Rogério (PDT-RO) e votaram pelo prosseguimento da ação que pode resultar na cassação de Cunha. A admissibilidade foi aprovada, em votação apertada, por 11 votos a nove.
Alex disse que se pautou pela discrepância entre a declaração do presidente à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras e ao Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot. Em março, Cunha afirmou aos integrantes da CPI que não tinha contas não declaradas no exterior e que nunca recebeu dinheiro de fontes ilícitas. Janot afirma o contrário. "Temos que investigar quem está falando a verdade", justificou. Ainda de acordo com o deputado, Janot promete encaminhar para todos os membros da Comissão de Ética cópia integral do processo contra Cunha no Supremo Tribunal Federal (STF). Alex afirmou que não vê motivos para afastar Fausto Binato (PSB-SP) e eleger novo relator do processo, conforme ocorreu, e considera um erro estratégico da defesa de Cunha.
Suplente na comissão, Rossoni seguiu a mesma linha de raciocínio. "Votei pela admissibilidade devido às denúncias que estão ocorrendo e precisam ser investigadas. E não é só o problema do Cunha, o Brasil todo precisa ser passado a limpo", disse. Barros justificou o voto contrário à admissibilidade do processo contra Cunha afirmando que acatou orientação partidária. O PP desejava que ele votasse favoravelmente ao parecer do deputado Wellington Roberto (PR-PB). "Também era um relatório pela admissibilidade, mas para que esse fosse aprovado, tínhamos que votar contra os outros." (Colaborou Loriane Comeli)


