O deputado Ricardo Barros deixou ontem o PFL para se filiar ao PPB. Barros estava negociando sua saída desde que Valdomiro Meger fez o caminho inverso, indo do PPB para o PFL.
Barros troca o PFL pelo PPB para tentar concretizar seus planos de disputar o governo do Paraná. ‘‘Se o Paulo Maluf sair candidato à presidência da República, vou colocar meu nome à disposição do PPB no Paraná para a disputa pelo governo do Estado’’, afirmou.
O deputado não tinha a garantia desse espaço no PFL. Com a aprovação da reeleição, o ministro Reinhold Stephanes e o presidente regional do PFL, José Carlos Carvalho, afirmam que a coligação que elegeu o governador Jaime Lerner será repetida no próximo ano e que o partido não terá candidato próprio.
A filiação de Barros ao PPB reforça a ala do PPB paranaense que quer levar o partido para a oposição a Lerner.
A filiação de Barros ao PPB está marcada para segunda-feira, durante o Congresso Estadual de Prefeitos e Vereadores que o partido promove em Curitiba, no auditório do Edifício Castelo Branco. Sua ficha será abonada pelo presidente nacional do PPB, senador Esperidião Amin, e pelo ex-prefeito Paulo Maluf.
Resistência A bancada do PPB na Câmara Municipal de Curitiba está iniciando um movimento de resistência dentro do diretório estadual do partido. Os cinco vereadores do PPB não concordam com a tendência de oposição da executiva regional. A bancada está se organizando para criar o diretório municipal do PPB em Curitiba e disputar o comando estadual do partido.
‘‘Entendemos a situação da direção estadual, que está descontente com o espaço oferecido ao partido no governo do Estado. Mas o PPB de Curitiba é fiel escudeiro do prefeito Cássio Taniguchi na Câmara de Curitiba e também apóia o governo estadual’’, afirmou o líder da bancada, vereador Ney Leprevost.

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