Curitiba - O secretário estadual da Indústria e Comércio, Ricardo Barros (PP), afirmou ontem que não vai mais deixar a equipe do governador Beto Richa (PSDB), como ele mesmo tinha antecipado anteriormente. De acordo com ele, a saída não vai se efetivar porque outros nomes do PP que atualmente ocupam o cargo de prefeitos não se desincompatibilizaram a tempo. A ideia era promover uma espécie de rodízio de nomes fortes do PP dentro do secretariado estadual.
''Temos bons nomes, como o prefeito de Toledo (José Carlos Schiavinato), o prefeito de Guarapuava (Fernando Carli) e o prefeito de Cornélio Procópio (Amin José Hannouche). Todos eles pré-candidatos a deputado (em 2014) e que teriam a oportunidade de ter mais visibilidade. Mas, como eles não anteciparam a saída, agora o governador decide a nossa permanência'', respondeu Barros, referindo-se a ele próprio e a Jonel Iurk, secretário estadual do Meio Ambiente. ''O partido (o PP) tem um espaço no governo e era uma decisão de dar mais oportunidade a outros quadros do partido. Antes estávamos nessa discussão partidária'', completou.
Em março, a resposta para a saída do governo foi diferente: Barros havia dito que iria se desvincular para se dedicar ao projeto do seu partido para as eleições de outubro, uma vez que ele é o presidente da comissão nacional do PP de preparação para o pleito municipal. Agora, Barros afirmou que boa parte dos acordos para as eleições já está feito nas cidades.
Londrina
Em relação às articulações para uma aliança em Londrina com o PSDB, Barros falou que é preciso aguardar definição dos tucanos (no caso, de Luiz Carlos Hauly, secretário estadual da Fazenda) até 7 de junho, prazo para desincompatibilização do cargo de secretários que desejam disputar uma vaga de prefeito. ''Com a situação do (prefeito) Barbosa (Neto), muita gente se assanhou. O (deputado federal) Alex Canziani agora já voltou a cogitar sair candidato. Vamos esperar que as coisas aconteçam, a política é muito dinâmica'', respondeu.

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