Ribeiro vai a compromissos oficiais e evita imprensa
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terça-feira, 11 de setembro de 2012
Edson Ferreira e Loriane Comeli <br> <br> Reportagem Local 
O prefeito de Londrina, José Joaquim Ribeiro (PSC), que admitiu ao Ministério Público (MP) ter recebido R$ 150 mil de propina das empresas que forneceram uniformes ao município em 2011 e 2012, esquivou-se ontem do contato com a imprensa impedindo que jornalistas participassem de duas solenidades no gabinete. À tarde, ao chegar para um encontro com empresários japoneses, escoltado por três guardas municipais, o prefeito recusou-se a dar entrevista. ''Agora não.'' Diante de novas perguntas, respondeu: ''Respeitem minha privacidade.''
Pela manhã, enquanto Ribeiro participava de uma reunião com o embaixador da Rússia e empresários, os jornalistas tiveram que aguardar o término do evento na antessala do chefe do Executivo, escoltados por um guarda municipal. O acesso foi liberado apenas depois que o prefeito já havia deixado o encontro. Foi a primeira agenda oficial de Ribeiro depois de ter sido indiciado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) por lavagem de dinheiro, peculato, formação de quadrilha e corrupção passiva.
Ao ser questionado se a instabilidade política de Londrina poderá inibir o interesse dos empresários russos pelos investimentos aqui na cidade, o embaixador Sergey Akopov, em entrevista coletiva, preferiu minimizar. ''Os negócios são os negócios. Passa uma ou outra coisa na vida política de nossos países. Na Rússia também não está tão tranquilo, acontecem coisas, mas isso eu acho que não deve impedir os empresários de nossos países firmarem as parcerias.''
O prefeito também enfrentou protestos ontem. Os membros do Movimento Popular de Combate à Corrupção Por Amor a Londrina chegaram às 8 horas, fixaram faixas com pedido de renúncia, apontaram atos de corrupção e lembraram que Londrina já teve dois prefeitos cassados. ''Não há mais clima para um prefeito que recebeu dinheiro de propina e confessou isso'', disse Fernando Alfradique Scanferla, um dos coordenadores do movimento. Ontem, o movimento convidou os servidores para participar de um ato hoje, a partir das 11 horas. ''Faremos manifestações enquanto não houver a renúncia.''
Secretariado
No início da noite de ontem, o prefeito convocou uma reunião com todo o secretariado e disse que quem estivesse desconfortável com a situação política da administração poderia colocar o cargo à disposição. No entanto, ao final da reunião, apenas o secretário Marcello Teodoro (Obras e Ippul) resolveu sair, evitando críticas ao prefeito. ''Deixei o cargo por questões pessoais, preciso ajudar na administração de negócios da família.''
Ribeiro prometeu falar com a imprensa hoje a agendou entrevistas individuais com os veículos de imprensa durante todo o dia.


