Empossado ontem prefeito interino de Londrina até o próximo dia 3, o vice-prefeito e chefe de gabinete José Joaquim Ribeiro (PSC) descartou ontem a possibilidade de chancelar eventual reajuste na tarifa do transporte coletivo durante viagem do titular da vaga, o prefeito Barbosa Neto (PDT). O pedetista embarcou ontem rumo à Europa integrando uma comitiva composta por representantes da sociedade civil organizada, entre os quais o presidente da Sercomtel, Fernando Kireeff - que foi, entretanto, como representante da agência de desenvolvimento Terra Roxa. O grupo vai se reunir com políticos e empresários de Portugal, Alemanha e França. Segundo a assessoria de imprensa do Executivo, as despesas de Barbosa na ''missão europeia'' custarão aos cofres do Município cerca de R$ 10 mil.
A transmissão de cargo aconteceu no início da manhã, horas antes de Barbosa seguir para o Aeroporto de Londrina. À tarde, em entrevista à FOLHA, Ribeiro negou que tenha recebido recomendações específicas do pedetista para o período de interinidade. ''Temos alguns procedimentos em curso administrativamente, ele pediu que eu ficasse acompanhando e cuidasse do jeito que estava fazendo'', resumiu. Questionado se entre os ''procedimentos'' estão contratos de terceirização prestes a vencer - como o de R$ 1.680 milhão/ano para transporte de lixo reciclável, e que vence já no mês que vem -, Ribeiro admitiu que sim, embora o do transporte do material das ONGs de reciclagem, garantiu, não tenha sido objeto de discussão com o prefeito licenciado.
''A gente não pode, por receio ou por medo, amarrar qualquer processo na Prefeitura. Estou aguardando alguns posicionamentos da CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) sobre os contratos que estão vencendo. No caso do reciclável, a probabilidade é que seja encerrado definitivamente. Temos caminhões para fazer a substituição, mas também outras opções em estudo.''
Sobre o reajuste da tarifa de transporte, Ribeiro definiu: caso o pedido das empresas chegue ao gabinete, nenhuma decisão será tomada durante a interinidade. ''Primeiro porque aguardamos o desenrolar das investigações da CEI (Comissão Especial de Investigação), na Câmara - e quando chegamos aqui essa situação já estava instalada; esse filho não é nosso -, segundo porque a CMTU também está analisando a planilha. Não tenho elementos para analisar se o reajuste é viável ou não'', concluiu.
A CEI do Transporte tem até dia 17 de julho para finalizar o relatório, mas, segundo a assessoria de imprensa da Câmara, isso não deve acontecer nem nesta, e dificilmente na semana que vem - uma vez que os integrantes aguardam, da CMTU, envio de documentação relativa ao caderno de propostas das empresas, e cópias do processo de licitação.

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