Rezende reafirma que vai exigir autorização judicial
''Não interessa a desculpa, não vamos atender o Ministério Público sem autorização judicial.'' O tom é taxativo, mas o presidente da Sercomtel, João Rezende, admitiu ontem que a empresa ''pode, sim, ter recebido'' em um mesmo dia ofícios determinando a quebra de um número de telefone e sua respectiva correção, ambas judicialmente autorizadas e, conforme a PIC, com recebimento carimbado e assinado pela então chefe do Departamento Jurídico da telefônica.
Rezende persiste na crítica com base no fato de a empresa não saber as reais intenções dos promotores, a despeito da ''boa-fé'' alegada pelo coordenador da PIC, Leonir Batisti. ''Como vou confiar que eles mandariam depois a autorização? E se esse procedimento vira uma praxe, como é que fica?'', questionou.
A respeito do software CDR-View, Rezende voltou a afirmar que o acesso a ele não ficaria restrito a apenas alguns usuários, mas a qualquer um que fosse assinante da Sercomtel em Londrina. ''Seria uma quebra de sigilo coletiva, só isso'', ironizou. Questionado sobre como o coordenador da PIC conheceria o programa na quinta-feira, Rezende disse que no máximo 12 pessoas da empresa seriam íntimos da ferramenta , entretanto, desconversou. ''Não quero saber como ele arrumou. Pode até ser daqui de dentro, sim, mas isso não minimiza a intenção dos promotores.''
Por fim, o economista refutou com um enfático ''é mentira'' supostos empecilhos colocados à PIC desde a abertura do inquérito que o indiciou junto ao detetive Paulo Rodrigues. ''Sempre atendemos todas as ordens judiciais'', resumiu. (J.G.)





