Rezende prepara-se para lançar candidatura ao governo de Goiás
Arquivo FolhaDistância prudenteÍris Rezende: candidatura certa e conselho dos aliados para que Fernando Henrique fique longe de GoiásO ministro da Justiça, Íris Rezende, que vai se desincompatibilizar no dia 2, lança nos próximos dias a candidatura, pelo PMDB e pela terceira vez, ao governo de Goiás. Apesar dos segredos que faz sobre a chapa em insisitir em se lançar na campanha somente em abril, entidades e comitês que foram mobilizados para apoiá-lo na Convenção Nacional, há duas semanas em Brasília, anteciparam a decisão do ministro.
O Íris é o candidato a governador, esta decisão está tomada e não há mais como recuar, afirmou o senador Mauro Miranda (PMDB-GO), um dos articuladores da campanha do ministro. Segundo Miranda, o governador Maguito Vilella (PMDB), que desistiu da reeleição para fortalecer a candidatura de Rezende e o partido, vai disputar uma vaga no Senado.
Apesar da euforia entre os iristas, a corrida do PMDB ao Palácio das Esmeraldas ainda vive o drama dos obstáculos internos. O partido divide-se na disputa pela vaga de vice-governador entre o grupo de mulheres que desejam o cargo, como as deputadas Lidia Quinan e Onaide Santillo, e os diretórios regionais, como os de Anápolis e Goiânia, defensores do direito pelo número de eleitores que possuem.
A Vice-Governadoria é de Anápolis, diz o prefeito Ademar Santillo, irmão do ex-ministro da Saúde, Henrique Santillo. Há muito que Goiânia reinvidica e quer a vice governadoria, afirma o deputado estadual Jossivane de Oliveira, presidente do diretório metropolitano. Os iristas dizem que não será desta vez que uma mulher, ou um anapolino assumirá o posto, e sim o ex-secretário da Fazenda, Romilton de Moraes.
A candidatura de Rezende, avalia Vilella, que se diz satisfeito e aliviado com a escolha a ser homologada pelo partido, dá forma ao processo de sucessão e conduz o PMDB para a reta final da campanha. A oposição a ele, porém, liderada pelo PSDB e o PFL, está cercada pela confusão dos aliados PPB e PTB, com uma postura dúbia do presidente Fernando Henrique Cardoso, em Goiás.
O Palácio do Planalto teria confirmado duas visitas oficiais. Em abril, quando a primeira-dama Ruth Cardoso distribui cestas básicas na região Nordeste do Estado, e uma das mais pobres do País. Na segunda, em maio, quando FHC inaugura a colheita dos 5,7 milhões de toneladas de grãos da safra 1997/1998, em Acreuna.
Como o presidente não está ficando distante de Goiás, segundo o próprio partido, também não há como definir candidato único entre os quatro candidatos ao governo pelas oposições - os deputados Marconi Perillo (PSDB), Roberto Balestra (PPB), Jalles Fontoura (PFL) e Maria Valadão (PTB). É melhor o presidente Fernando Henrique Cardoso ficar longe de Goiás, prega o prefeito tucano de Goiania, Nion Albernaz.





