Rezende e Padilha dizem que PMDB apoiará governo
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quinta-feira, 22 de maio de 1997
Agência Estado 
BRASÍLIA - Os dois novos ministros peemedebistas Iris Rezende (Justiça) e Eliseu Padilha (Transportes) tomaram posse ontem prometendo apoio às reformas propostas pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. Padilha citou trecho de discurso proferido pelo ex-deputado Ulysses Guimarães durante a sessão de promulgação da Constituição Federal em 1988 para dizer que não compactuará com a corrupção. A corrupção é o cupim da República. República suja pela corrupção impune, tomba nas mãos dos demagogos, que a pretexto de salvá-la, a tiranizam. Não roubar, não deixar roubar, pôr na cadeia quem roube, eis o primeiro mandamento da moral pública.
O presidente Fernando Henrique Cardoso improvisou no discurso para responder a Padinha: Qualquer suspeita de corrupção deve ser investigada, como bem disse o ministro Eliseu Padilha, afirmou. Se comprovada, tanto os corruptos como os corruptores devem ser exemplarmente punidos. O novo ministro ainda recorreu a outra personalidade para justificar os atritos entre os partidos que formam a base de sustentação do governo. As alianças se fazem entre coisas diferentes, e não entre iguais, disse citando Tancredo Neves. Então, com as nossa diferenças, estamos aliançados para a luta comum de levar todos os brasileiros à modernidade.
Responsável pela maior parte dos mais de 2,5 mil convidados que lotaram o saguão do Planalto na solenidade de posse, o ministro Íris Rezende falou durante 20 minutos. No discurso, interrompido várias vezes por aplausos, Rezende preferiu não polemizar. Destacou ter a plena confiança das lideranças mais preeminentes do seu partido e trânsito para negociar a aprovação de projetos do governo no Congresso. E fez questão de citar o voto favorável dado quarta-feira à emenda da reeleição no Senado.


