Revista traz denúncias contra possível ministro
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domingo, 25 de março de 2007
Equipe AE 
São Paulo - O senador Alfredo Nascimento (PR-AM), que tem audiência hoje às 18h30 com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na expectativa da confirmação de seu nome para ocupar novamente o Ministério dos Transportes, é assunto de reportagem da revista IstoÉ desta semana, que destaca o seu envolvimento em três denúncias de corrupção. A revista ressalta que a presença de Nascimento no governo ''poderá ser uma enorme dor de cabeça para o presidente (Lula) e um prato cheio para a oposição''.
Na semana passada, o deputado federal Odílio Balbinotti (PMDB-PR) abriu mão da indicação do seu partido para ocupar o Ministério da Agricultura após constrangimento causado ao presidente Lula pelas informações de que ele estava sendo investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de ter forjado documentação para obter empréstimo do Banco do Brasil.
Segundo a revista, Nascimento é acusado na Justiça Eleitoral amazonense ''de falsificar documentos fiscais, comprar votos e ter cometido o crime de abuso do poder econômico na campanha''. A segunda acusação, que a revista atribui a relatos ouvidos por líderes da oposição, deputados teriam sido ''sondados para se filiar ao PR, por Alfredo ou seus emissários, em troca de cargos e liberação de verbas administradas pelo Ministério dos Transportes''.
Duas das três denúncias contra Nascimento têm origem em processos movidos por adversários de Nascimento na política amazonense. É o caso do ex-governador Gilberto Mestrinho, do PMDB, que o acusa de ter usado um CNPJ falso no início da disputa para contornar o dispositivo da legislação eleitoral. Segundo a IstoÉ, Mestrinho afirmou à Justiça que o número que aparecia no material de campanha de Nascimento, o CNPJ 08.134.682/0001-37, não existia.
Há ainda um segundo processo movido por Pauderney Avelino, do PFL, sobre uso de material de campanha não declarado. Nascimento defende-se dizendo que ambas são acusações típicas de adversários derrotados, mas a revista informa que há um terceiro processo, movido pelo Ministério Público Eleitoral, no qual o ex-ministro é acusado de ''captação ilícita de sufrágio'', ou seja: compra de votos.


