Apontado pela revista ''IstoÉ'' como um dos operadores do mensalão, o deputado federal José Janene, líder do PP no Congresso, dessa vez foi apontado pela publicação como ''O homem dos mil esquemas''. Em reportagem publicada na edição desta semana, a revista acusou o parlamentar e seu irmão, o empresário Faiçal Jannani, de faturarem ilegalmente em uma série de contratos supostamente superfaturados em prefeituras espalhadas por todo o Brasil.
Conforme a reportagem, os esquemas de superfaturamento teriam usado a empresa extinta Eletrojan e as atuantes Visatec e F. Jannani, irmão e ''parceiro comercial'' de Janene. Sobre a Eletrojan, o grupo teria ganho uma concorrência para instalação de 200 postes de luz na rede municipal de Rolim de Moura (RO), em 1992. Desconfiados do valor de cada poste, os vereadores abriram processo de cassação do prefeito José Joacil Guimarães, mas o parlamentar teria entrado no esquema e enviado um emissário para tentar comprar os vereadores.
Em Timóteo (MG), a revista cita uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) a ser formada esta semana acusando a prefeitura de ter pago uma dívida ''milionária de R$ 12 milhões à F. Jannani'', por obras de iluminação iniciadas em 1994 sob o preço de R$ 3,4 milhões. Ela terminou no ano seguinte, mas o débito parou de ser pago, foi para a Justiça e em 2003, continua a revista, Jannani teria reaparecido na cidade para um acordo informal.
Jannani negou a acusação, disse que a Eletrojan não é dele e que as duas outras empresas não teriam negócios ilícitos. ''Falam de obra milionária, mas o tipo de obra é cara'', argumentou. Já o deputado destacou não ser mais sócio da Eletrojan ''desde 1994''. ''E as outras são empresas idôneas, atuam no País todo'', declarou, ele que diz ter entrado já com uma representação criminal no STF contra a ''IstoÉ''.

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