Os vereadores de Londrina retomam hoje à tarde as sessões ordinárias, após 15 dias de recesso. Essa foi a primeira vez que o mês de julho dos parlamentares não foi totalmente dedicado a assuntos extra-Câmara. No semestre passado, o Plenário aprovou a diminuição do recesso de 90 para 55 dias. Um dos objetivos é evitar o acúmulo de projetos votados no fim do ano em sessões extraordinárias - assim, os efeitos práticos devem ser sentidos apenas em dezembro.
Se a primeira metade de 2006 foi aberta com projetos polêmicos, como o que debatia o cancelamento do plebiscito que impediu a venda da Sercomtel, em 2001, o segundo semestre começa hoje com um tom mais ameno. Na pauta, há desde mudanças de zoneamento e declarações de utilidade pública a entidades, até doações de terras públicas a empresas, por parte do Executivo.
Para o presidente da Câmara, vereador Orlando Bonilha (PL), não são as eleições que devem agitar o clima na Casa neste semestre - mesmo com quatro edis disputando a Câmara Federal ou a Assembléia do Estado em outubro. Para ele, o que deve trazer discussão mais acirrada são os projetos de revisão do Plano Diretor, de 1998. ''A Prefeitura nos envia as matérias em agosto, e terá que haver muita responsabilidade na análise para que a gente não sele, apenas, um novo plano'', defendeu.
Bonilha acredita que a revisão será concluída ainda este ano, com duas votações e a sanção do prefeito Nedson Micheleti (PT). Apesar do desejo -e de declarações recentes de funcionários ligados à elaboração do novo plano, na administração municipal -, Londrina tem até 2008 para concluir a tarefa. O Estatuto das Cidades, de 2001, estabeleceu o prazo de cinco anos para definição de planos diretores apenas aos municípios que ainda não os possuem. Cidades que já adotaram a medida, pelo Estatuto, ganharam prazo de 10 anos para a revisão. ''Não podemos aprovar o Plano em questão de minutos. Se temos até 2008, então não temos que tocar a discussão com pressa'', avaliou Bonilha.
Nos próximos meses, deve voltar ao plenário o projeto que estabelece as diretivas para os serviços de água e esgoto. Projeto da Prefeitura em tramitação na Casa deixa o gerenciamento da tarefa para a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). Alguns vereadores preferem deixar essa votação para depois das eleições.
Outra matéria - a ser discutida, provavelmente, ainda esta semana - é a que prevê a desapropriação das casas da Rua Pantanal (Zona Oeste) como forma de reduzir os índices de violência na região.

mockup