Cerca de 80 servidores municipais que atuam na área da Saúde, afastados por licença médica, vão ser os primeiros convocados para nova perícia na Caixa de Assistência, Aposentadoria e Pensões dos Servidores Municipais de Londrina (Caapsml). Atualmente a prefeitura registra mais de 300 profissionais em licença médica ''e ao identificarmos que muitos estão há mais de quatros anos afastados, alguns até há oito anos, decidimos realizar nova perícia'', afirmou o superintendente da Caapsml, Walter Marcondes Filho.
O processo de reavaliação de todos os casos deve ser concluído em até cinco meses. Marcondes Filho explicou que os servidores em licença passarão por uma perícia coordenada pela junta médica da Caapsml e serão reencaminhados para novas funções de acordo com suas necessidades ou aposentados. ''Os que tiverem doenças incapacitantes serão aposentados e aqueles que tiverem condições serão treinados para outras funções.''
Ele afirmou que a indefinição prejudica o município que precisa desta mão de obra. ''Existem muitos setores com falta de funcionários, e esses funcionários afastados estão ocupando vagas. Não é possível nem contratarmos outras pessoas para repor essa lacuna.'' Segundo Marcondes Filho, a Procuradoria Geral do Município deu parecer favorável para as perícias ''pois o afastamento deve ser por no máximo dois anos, conforme a legislação''.
O presidente do Sindicato dos Servidores Municipais (Sindserv), Marcelo Urbaneja, reconheceu que a medida adotada pelo Executivo é necessária, porém, ''deve ser feita com bom senso''. Ele negou que a categoria esteja sendo beneficiada com afastamentos irregulares. Urbaneja disse que ''muitos desses servidores licenciados já têm direito à aposentadoria''. ''São pessoas que continuam recebendo pela prefeitura, mas já poderiam estar recebendo pela Caapsml.''
O sindicalista, no entanto, não soube dizer porque a licença de alguns servidores já dura mais de oito anos. ''Não sei se foi proposital, se alguém teria errado.''

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