Eleito em outubro do ano passado com 9.480 votos, o prefeito de Rio Branco do Sul (Região Metropolitana de Curitiba) Cezar Gibran Johnsson (PSC) deve permanecer no cargo. Na terça-feira à noite, a Corte do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná, por maioria de votos, reverteu a decisão da 156 Zona Eleitoral de Rio Branco que havia cassado o registro de Johnsson e ao seu vice, Joel José Farai Vaz.
O entendimento é que eles teriam cometido fraude eleitoral ao anunciar em carros de som no sábado anterior às eleições que o candidato era Amauri César Johnsson, ex-prefeito de Rio Branco e pai de Cezar, que era o candidato inicial do partido. No entanto, nesta mesma data seu registro de candidato já estava cassado (ele foi enquadrado na Lei da Ficha Limpa). O pedido de cassação de registro foi feito pela coligação adversária dos Johnsson encabeçada pelo candidato a prefeito Valdemar Costa e a vice Cleiton Rosa, ambos do PSDB.
O TRE, porém, seguindo voto de Josafá Antonio Lemes, considerou que apesar do ''tempo exíguo entre a substituição e o pleito, foi possível verificar que a Justiça Eleitoral, o adversário político e o candidato substituto se empenharam para divulgar a referida substituição de candidatos à população''.
Em sua página no Facebook, o prefeito comemorou a decisão do TRE e pediu manifestações pacíficas. ''Pois da minha parte não vou comemorar com foguetes e carreatas em respeito à toda população e aos meus adversários.'' Ainda cabe recurso à coligação autora do pedido de cassação do registro.

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