‘‘De uma hora para outra, minha vida deu uma volta de 180 graus’’. Quem afirma é o prefeito de Nova Prata do Iguaçu, Sady Malacarne (PSDB), que assumiu no dia 10 de junho. Ele é catarinense, tem 43 anos, 42 deles vividos no Paraná. Malacarne já foi prefeito do município de 1989 a 1992, mas diz que não esperava voltar à Prefeitura, principalmente na circunstância em que o fato ocorreu: a da morte do prefeito Setembrino Thomazini.
‘‘Apesar de minha experiência anterior no cargo, eu não imaginaria ter de reassumir dessa maneira, tão repentina, que tanto abalou a população’’, explica. Ele diz que a difícil situação financeira das prefeituras não permite ‘‘nenhum sonho’’.
Mas o município, que sempre dependeu da agricultura, agora começa a iniciar um processo de industrialização. ‘‘É motivo de otimismo’’, garante. Ele explica que nos próximos 90 dias, quatro empresas irão se instalar em Nova Prata do Iguaçu, o que representará 200 novos empregos. Duas das fábricas são para produção de chapas de alumínio e panelas; outra para fabricação de medicamentos e outra de derivados da cana-de-açucar. Malacarne explica que além da doação do terreno, a prefeitura montou a infra-estrutura.
Malacarne diz ainda que a construção da usina hidrelétrica Salto de Caxias ‘rendeu’ outros cem empregos para o município, com a possibilidade de outros cem para os próximos meses. No mais, ele pretende manter os programas de saúde e educação em funcionamento, além de cortar gastos. ‘‘A medida é necessária já que dinheiro não vem nem de Curitiba nem de Brasília’’, constata. (P.Z.)

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