São Paulo – São 13 os militares israelenses, todos reservistas, que morreram na manhã de ontem na cidade de Jenín, durante enfrentamentos ocorridos em um acampamento palestino de refugiados, segundo informações do Exército de Israel. Esta foi considerada a perda mais importante sofrida pelo exército desde o começo da Intifada, em setembro de 2000.
Segundo a televisão pública, que cita fontes militares, um prédio minado desmoronou sobre um grupo de soldados, causando um número indeterminado de mortos. Outra unidade de reservistas chegou para ajudar as vítimas, mas caiu numa emboscada. Sete soldados também ficaram feridos, dois deles gravemente.
Com estas perdas, chega a 22 o número de militares israelenses mortos no campo de Jenín desde a última sexta-feira, quando começaram os combates para o controle desse território de aproximadamente 1 quilômetro quadrado.
A emboscada foi organizada por um grupo de palestinos que criaram um campo minado, onde estavam os soldados israelenses, disseram fontes da Autoridade Palestina.
Os combatentes palestinos entrincheirados no campo de Jenín são dirigidos por dois chefes locais do movimento integrista Jihad Islâmico, Mahmud Nusri Tawalbeh e Iyad Safori, segundo fontes militares citadas pela rádio pública israelense.
Também dezenas de mortos e feridos palestinos estão nas ruas do campo de refugiados de Jenín, onde as tropas israelenses continuam com suas operações.
O acesso das ambulâncias ao campo está proibido, segundo disse Mohamed Abu Jali, chefe do hospital local, afirmando que, no sábado, enviou três ambulâncias para retirar os feridos atacados por soldados israelenses. O Exército de Israel está fazendo ‘‘um massacre’ em Jenín, onde a maioria da população - cerca de 15 mil pessoas - não quer sair de suas casas, apesar dos bombardeios dos helicópteros e dos disparos da artilharia, segundo fontes palestinas.
Paralelamente a esses combates, o exército israelense se retirou de Kalkiliya e de Tulkarem, mas permanece ocupando Ramallah, Belém e Nablus, apesar dos reiterados apelos dos Estados Unidos para a retirada das forças militares.
Um oficial israelense morreu aparentemente ao ser atingido por disparos de seus próprios companheiros, nos combates que ocorrem na cidade de Nablus (Cisjordânia), anunciou o exército.
O presidente americano George W. Bush, que pediu várias vezes para que Israel se retirasse ‘‘imediatamente’’ dessas cidades, classificou a retirada de Kalkiliya e Tulkarem de ‘‘começo’’.
Por sua vez, o responsável palestino Saeb Erakat minimizou o alcance da retirada. ‘‘Não é uma verdadeira retirada’’, disse.
Londres pediu que Israel respeitasse o direito itnernacional e humanitário, estimando que a retirada de hoje não estava ‘‘conforme’’ as resoluções 1402 e 1403 do Conselho de Segurança da ONU.

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