Réus do caso Banestado têm penas prescritas
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terça-feira, 23 de abril de 2013
Reportagem Local 
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) extinguiu completamente a punição de sete dos 14 ex-diretores e gerentes do Banestado, condenados pela remessa fraudulenta de R$ 2,4 bilhões ao exterior, nos anos 90. O Banestado foi privatizado em 2000. A notícia foi publicada ontem pelo jornal Folha de S.Paulo.
Em 2003, uma força-tarefa investigou o esquema que transferia para paraísos fiscais dinheiro da corrupção e do tráfico de drogas com a atuação de doleiros que faziam depósitos em contas de laranjas e também nas chamadas contas CC5, criadas para permitir as transferências para o exterior. Dez anos depois, no último dia 19 de março, o STJ reconheceu a prescrição, ou seja, a perda do prazo para que sete réus cumprissem penas por evasão de divisas e gestão fraudulenta. Outros três acusados se livraram parcialmente, pois ainda respondem por gestão fraudulenta.
''É realmente lamentável que a prescrição tenha ocorrido'', diz o procurador da República Vladimir Aras, que participou das investigações. A ação penal contra ex-gestores do Banestado é resultado de um dos milhares de inquéritos policiais instaurados em todo o país. Foram denunciadas 631 pessoas.


