Réus da ZR-3 devem ser interrogados pela Justiça em agosto
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terça-feira, 28 de maio de 2019
Rafael Machado - Grupo Folha 

O juiz da 2ª Vara Criminal, Delcio Miranda da Rocha, reservou o dia 21 de agosto, às 13h30, para ouvir os 13 réus da Operação ZR-3, desencadeada pelo Ministério Público para investigar uma suposta organização criminosa para mudanças pontuais de zoneamento em Londrina por meio da aprovação de projetos na Câmara Municipal. A decisão é desta segunda-feira (27). Dentre os acusados, estão os vereadores Mário Takahashi (PV) e Rony Alves (PTB), que permanecem afastados do Legislativo, um ex-servidor municipal da Secretaria de Obras e empresários.
O magistrado, porém, disse que não há impedimento dos interrogatórios aconteceram já nesta quarta-feira (29), quando cinco testemunhas de defesa prestarão depoimento em mais uma audiência no Fórum. À FOLHA, o advogado de Takahashi, Anderson Mariano, adiantou que o parlamentar só deve dar sua versão em agosto.
Já o advogado Maurício Carneiro, que representa Rony Alves, salientou que a decisão "acolhe da melhor forma possível o interesse das partes que respondem ao processo, oportunizando o interrogatório após todas oitivas das testemunhas", diz.
Os depoimentos na Justiça começaram em outubro do ano passado. Um dos primeiros a depor foi o agricultor Junior Zampar, principal testemunha e que denunciou o esquema ao Gaeco (Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado). A acusação do MP contextualizou 15 fatos criminosos, como corrupção ativa e passiva.
Além de Takahashi e Alves, devem ser interrogados Evandir Duarte de Aquino, o ex-servidor da Secretaria Municipal de Obras, Ossamu Kaminagakura, os ex-membros do Conselho Municipal da Cidade (CMC), Luiz Guilherme Alho, Cleuber Moraes de Brito e Ignes Dequech, e os empresários Homero Wagner Froja, Vander Mendes Ferreira, Brasil Filho Theodoro Mello de Souza, José Lima Castro Neto, Antônio Carlos Gomes Dias e Júlio Cesar Cardoso.
Nenhum deles está preso. A ZR-3 foi deflagrada em janeiro de 2018.


