Há divergências entre a versão do ex-chefe do Gabinete Civil de Costa e Silva, Rondon Pacheco, sobre a reunião da manhã de 13 de dezembro, e a publicada pelo chefe do Gabinete Militar, general Jayme Portella, em seu livro ‘‘A Revolução e o Governo Costa e Silva’’. Pacheco diz que Portella não participou da reunião inteira. ‘‘Ele entrava e saía de toda a hora, porque estava organizando a reunião das 17 horas’’, explica. Mas Portella conta que, primeiro, Costa e Silva reuniu-se com os ministros militares, o chefe do Serviço Nacional de Informações (SNI), general Emílio Médici e ele próprio.
O presidente pediu a opinião dos ministros sobre os acontecimentos, começando pelo da Marinha, Augusto Radmaker, que propôs a edição de um ato de força. Em seguida, o do Exército, Lyra Tavares, falou em favor da proposta de Radmaker - posição também afirmada pelo ministro da Aeronáutica, Márcio de Souza e Mello. Foi então, segundo Portella, que chegou, atrasado, o ministro da Justiça, Gama e Silva. Ele leu a sua minuta de um ato ainda mais radical. Portella cita o mesmo comentário narrado por Pacheco, feito por Lyra Tavares: ‘‘Assim, você desarruma a casa toda’’.

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