Representantes dos servidores estaduais saíram frustrados de nova reunião ontem no Palácio Iguaçu. Eles ouviram dos secretários da Casa Civil, Alceni Guerra, e da Administração, Ricardo Smijtink, que o aumento linear de 50%, que pedem, está condicionado a um bom desempenho da arrecadação, que não tem previsão para se consolidar. ‘‘Estamos trabalhando para oferecer o aumento num futuro bastante próximo’’, afirmou Guerra.
Em resposta, o Fórum dos Servidores Estaduais, que unificou a negociação em nome dos sindicatos, vai defender manifestações e uma greve geral em setembro. No sábado, a direção da APP-Sindicato discute em Curitiba, em assembléia, um indicativo de greve. A APP congrega cerca de 60 mil dos 120 mil servidores.
Guerra e Smijtink apresentaram números mostrando que o salário médio do servidor cresceu 143% desde dezembro de 1994. Naquele ano, um funcionário recebia R$ 380 e hoje recebe R$ 926. ‘‘Ninguém na reunião discordou dos números que nós apresentamos. Sabemos das dificuldades dos servidores, mas é preciso um pouco de paciência’’, afirmou Smijtink.
Desde janeiro/fevereiro, a arrecadação cresceu 13% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo o governo. No entanto, o comportamento positivo da receita ainda não oferece uma margem de segurança para sustentar o reajuste. ‘‘Não tenho uma bola de cristal para dizer quando o aumento pode ser concedido. Temos que aguardar se este aumento da arrecadação não seja um fato transitório’’, disse Smijtink.

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