Reunião sobre reajuste de servidores termina sem avanços
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 21 de maio de 2015
Rubens Chueire Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba Mesmo depois de uma hora e meia de reunião realizada na tarde de ontem, no gabinete da liderança do governo na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, em Curitiba, entre representantes do Fórum das Entidades Sindicais (FES) e o deputado Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), ainda não há uma perspectiva de consenso sobre o reajuste para o funcionalismo estadual.
Com posturas irredutíveis, tanto servidores quanto o Executivo indicam que a greve deve entrar por mais uma semana. Além disso, também não há previsão de quando o governo possa encaminhar o projeto de lei para ser analisado pelos parlamentares, já que a grande maioria do Legislativo estadual declarou descontentamento com os 5%.
Conforme a coordenadora do FES e diretora da APP-Sindicato, Marlei Fernandes, não há negociação com o governo se não for incluído o índice completo da data-base, ou seja, os 8,17%, ao invés do que foi proposto até agora. Os servidores também cobram que o pagamento do valor seja feito em parcela única, ainda no mês de maio e não abrem espaço para um possível parcelamento. "Qualquer proposta que não seja a data-base no pagamento em uma única parcela de 8,17% não interessa", disse.
Segundo ela, houve uma reabertura do canal de negociação, o que é importante, mas que as categorias não vão retornar ao trabalho por causa disso. "A reabertura das negociações é importante, mas ainda não trouxe solução", completou.
De acordo com Romanelli, a posição reforçada do FES em relação aos 8,17% seria levada ainda ontem para o governador Beto Richa (PSDB). Otimista, o líder da base de apoio acredita que após o encontro de ontem, podem ocorrer desdobramentos nos próximos dias, mesmo que nenhum dos dois lados deem algum sinal de recuo.
"Acho que de fato não está prevalecendo o diálogo, há uma certa radicalização. Temos que avaliar tudo, desejamos a aplicação do índice pleno, mas por outro lado reconhecemos que, com base no orçamento de 2015, será difícil efetuar o pagamento deste reajuste´´, afirmou.


