A vice-governadora Emília Belinati começa hoje a definir seu futuro partidário. A pedetista tem uma reunião marcada para o final da tarde com cerca de 30 lideranças políticas e secretários municipais de Londrina filiados ao PDT. O encontro é apenas uma sondagem e não haverá ainda nenhuma deliberação da vice, que pode anunciar nos próximos dias a sua desfiliação do PDT e ingresso numa nova sigla - ainda indefinida e diferente da do marido, o prefeito de Londrina Antonio Belinati - que venha a apoiar a reeleição do governador Jaime Lerner em 98.
A leitura do grupo que apóia a vice-governadora é de que a permanência no PDT está se tornando insustentável, colocando em risco os planos eleitorais de Emília. As incisivas declarações do presidente nacional do PDT, ex-governador Leonel Brizola, que quer um PDT de oposição a Lerner em 98 e que proíbe de antemão coligações com o PFL e PSDB, são as principais preocupações do grupo, que, com medo do pouco espaço político, julga por bem manter a política da boa vizinhança com o governador. O prefeito de Londrina evita falar sobre o assunto. Diz que a opção da vice deve ser pessoal e que não pretende interferir.
É que se a lei da desincompatibilização - que obriga Lerner a deixar o Palácio Iguaçu em abril do ano que vem - não valer, Emília volta-se para a candidatura ao Senado. Lerner já lhe garantiu a vaga na disputa, mesmo sabendo que o PFL tem o ministro da Previdência Reinhold Stephanes como uma de suas opções. ‘‘Ficar no PDT é o mesmo que disputar em 98 com uma candidatura nati-morta. A direção nacional do PDT está deixando muito claro que não tem intenção de abrir muito as coligações’’, avaliou ontem uma fonte ligada à vice-governadora.
A separação de Emília e do prefeito de Londrina, que ficariam em siglas diferentes, também é vista como um ponto positivo. Antonio Belinati ficaria com a missão de conseguir apoios extras à vice, que continuaria ligada ao grupo político de Lerner. O PPB pode ser uma das opções partidárias de Emília Belinati. O ‘namoro’ é antigo e a cúpula pepebista já teria inclusive lhe garantido a candidatura ao Senado, em caso de o partido não vir a coligar com o PFL e o PTB, o que ainda é bastante improvável.

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