Reunião do dia 26 está mantida
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sábado, 13 de fevereiro de 1999
Agência Estado 
Qualquer que seja a decisão de Itamar, o presidente FHC manterá a reunião com os demais 26 governadores para o dia 26. FHC está apostando, no entanto, que Itamar participará do encontro. O Planalto continuará empenhando-se para que cada um dos 27 governadores compareça à reunião. Há esperança de que todos estarão presentes, comentou o secretário de Assuntos Federativos do Palácio do Planalto, José Abrão, ao lembrar que a União não está fechando os olhos para os problemas dos Estados.
O governo federal não está dizendo que os Estados se virem; ao contrário, quer buscar soluções conjuntas, comentou Abrão, acentuando que, no entanto, tem de haver reciprocidade dos Estados. Para ele, os fatos não podem ser invertidos - o problema do Brasil não pode se resumir ao de um único Estado.
Até agora, FHC reuniu-se com 12 governadores e quer prosseguir nesse entendimento. Segundo Abrão, a intenção do governo federal era, primeiro, conversar com cada um dos governadores para conhecer de perto as dificuldades. A partir daí, tentaria resolver os problemas comuns, de forma semelhante e verificar como cada Estado enfrentou a dificuldade, com o objetivo de aproveitar a experiência de um para outro, além de ouvir as sugestões apresentadas pelos governantes. Só que a situação política precipitou os fatos, comentou ele, lembrando que a solução não passa única e exclusivamente pela renegociação da dívida.
Na opinião dele, a solução virá olhando para a frente e não para trás. No caso de Minas, comentou, quando o País eliminou a inflação, pegou o Estado com o pico da folha de pagamento, sendo agravado com a concessão de aumentos para os professores e os policiais. Por isso mesmo, os problemas só se agravaram.
Para Abrão, por isso é preciso que os Estados revejam todas as formas de melhorar a contas: passando a cobrar contribuição de aposentados, acabando com vantagens extras na aposentadoria, reduzindo os repasses para os poderes Judiciário e Legislativo - que, em alguns Estados, alcança 15% da arrecadação e são empregados na construção de prédios suntuosos e não na melhoria da máquina - privatizando setores não-primordiais para o Estado, acabando com a guerra fiscal e outras medidas que podem ser sugeridas pelos próprios governadores.
Abrão garantiu que FHC está dando o mesmo tratamento a todos os governadores, uma vez que eles foram eleitos pelo povo e estão alí representando os interesses daquela região. Não há pessoas físicas, assegurou Abrão, ao lembrar que, qualquer que seja a atitude do homem público, ele tem de ter responsabilidade.


