Reunião define texto da reforma previdenciária
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segunda-feira, 14 de julho de 2003
Agência Folha 
Brasília - Depois de seis dias de intensas negociações, governo federal, deputados, governadores de Estado e sindicalistas acertam hoje em Brasília os principais pontos da nova cara da reforma da Previdência. Até hoje, a maior probabilidade era a de permitir apenas a integralidade (recebimento, na aposentadoria, de benefício igual ao salário da ativa) para os atuais servidores. A paridade (extensão para os inativos dos reajustes concedidos à ativa) está praticamente descartada para os futuros servidores e tem poucas chances de emplacar para os atuais. A integralidade para os trabalhadores que entrarem no serviço público após a promulgação da reforma também está fora de pauta.
Na última quarta-feira, o governo deu sinais de que cederia ao Judiciário e aceitaria incluir na proposta a manutenção da paridade e da integralidade para o funcionalismo atual e futuro, desde que atendidos requisitos como o aumento da idade mínima e do tempo de permanência na carreira. A idéia alteraria significativamente o texto original.
Devido à forte reação contrária dos governadores - que cobram a manutenção do acordo atual feito entre eles e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva -, de parte da base aliada e do próprio governo, o governo voltou atrás e manteve a situação em suspenso.


