Reunião de governadores com Lula acaba em almoço típico
Brasília A primeira reunião dos 27 governadores com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na Granja do Torto, em Brasília, terminou ontem com um almoço em que foram servidas carnes típicas do Pantanal, oferecidas pelo governador matogrossense Zeca do PT.
No cardápio, 38 quilos de vitelo pantaneiro (bezerro criado solto no Pantanal), 20 quilos de javonteiro (cruzamento de javali com porco monteiro) e 15 quilos de linguiça de maracajú, produzida de forma artesanal com carne bovina picada.
Os governadores estiveram reunidos desde as 9h30 com Lula e os ministros, discutindo a reforma da Previdência, e ao final do encontro, que começou na sexta-feira, os participantes emitiram a Carta de Brasília, contendo os pontos que foram acertados em consenso.
O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), chegou para a reunião garantindo que este é o momento para a construção de parcerias. Segundo ele, as últimas eleições permitiram o início de um ciclo político novo no Brasil. ''Não existe mais espaço para oposição por oposição. Nós estamos construindo um tempo novo de relação política acima das questões partidárias'', disse.
Ele afirmou que o PSDB apóia integralmente as reformas previdenciária e tributária que o governo Lula pretende fazer. ''O PSDB as defende desde o seu nascedouro e setores que se opunham a elas agora as defendem. Portanto, não podemos perder esta oportunidade. Vamos deixar as disputas eleitorais para o momento adequado. O momento é de somar esforços'', destacou.
Já o governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto (PMDB), disse que acredita que a aprovação do Projeto de Lei nº 9 deve vir acompanhada por medidas complementares que compensem as perdas que os Estados teriam com a aprovação do projeto pelo Congresso.
Rigotto disse que qualquer medida relacionada à seguridade nacional terá resistências, mas que Lula pediu aos governadores solidariedade. ''Solidariedade significa não ficar escondido'', disse o governador, defendendo uma discussão para a solução do problema.
O governador de Alagoas, Ronaldo Lessa (PSB), afirmou, ao chegar à reunião, que considerou a declaração feita ontem por Lula, de que pretende colocar o ''guizo no gato'', a maior declaração de que as reformas vão sair este ano. Ele disse que a reunião aconteceu com os espíritos desarmados.





