Os empresários estão convencidos de que, sem o apoio da opinião pública, não conseguirão sensibilizar o governo e o Congresso para a prioridade que deve ser dada às reformas constitucionais. Durante reunião do Conselho de Ação Empresarial hoje à tarde, representantes de cerca de 80 entidades empresariais concluíram que a votação das reformas depende de uma mobilização nacional.
Pela manhã, os dirigentes da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) participaram do Fórum das Reformas, uma reunião de empresários, economistas e políticos organizada para cobrar do governo e do Congresso rapidez na aprovação das mudanças na Carta.
Muitos deles saíram frustrados com os políticos, cujos depoimentos reforçaram a idéia de que dificilmente as reformas vão avançar de forma significativa nos próximos meses. O coordenador do Conselho de Ação Empresarial, Jorge Gerdau, vai recomendar às entidades de classe que sigam o exemplo da Fiesp e promovam encontros e debates semelhantes ao de hoje. ‘‘A população deve ser informada sobre os reais benefícios que essas mudanças irão proporcionar no seu dia-a-dia.’
A adesão maciça de empresários ao Fórum das Reformas surpreendeu os organizadores. O presidente da Fiesp, Carlos Eduardo Moreira Ferreira, disse que a luta dos empresários foi revigorada.

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