Reunião com Lula vai definir salário mínimo
O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, sinalizou ontem em Londrina, com a possibilidade do governo federal atender a reivindicação das centrais sindicais e aumentar o salário mínimo para R$ 350 (16,66%). A proposta inicial do governo era de R$ 340.
''Eu acho que hoje, estamos perto de atender a reivindicação das centrais que é de R$ 350. Não está fechado porque isso vai ter que ser feito na reunião com o presidente, que devemos marcar para semana que vem'', disse. ''As negociações estão bem encaminhadas. Diria que quando falamos em valor do salário mínimo, está praticamente definido. Como ontem (quarta-feira) o presidente tinha reuniões com os presidentes da Venezuela e Argentina, não foi possível fazer a reunião do presidente com as centrais sindicais. Isso ficou para a semana que vem.''
Na avaliação do ministro, somente será difícil atender o pedido de antecipação do aumento. ''Eles querem antecipar para março, mas para a Previdência Social, cada mês que antecipa o aumento é R$ 1 bilhão a mais na conta. Então temos feito todas as projeções de quanto custa isso e levamos para o presidente. Não temos em princípio a intenção de antecipar. Vai ser um custo a mais para a previdência e a data base dos trabalhadores sempre foi em maio'', argumentou.
Paulo Bernardo ainda refutou o levantamento realizado pela organização não-governamental (ONG) Contas Abertas, que mostrou que o governo federal teria gastado em 2005, mais em fotocópias do que em investimentos do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. ''Isso é uma bobagem. Já falei com nosso secretário executivo para levantar esses números e deixar muito claro, muito transparente, mas estamos falando de coisas completamente diferentes. Os nossos investimentos para a área social, só na assistência foram R$ 19 bilhões. Estão falando em uma coisa de R$ 80 milhões. Não tem como comparar'', assegurou.
O ministro também admitiu a vontade em disputar a reeleição para a Câmara dos Deputados, mas disse que somente decidirá após uma conversa com o presidente. ''Particularmente gostaria de ser candidato a deputado, mas também não vou morrer se não for. Não nasci deputado e estou comprometido no projeto do presidente. Quero conversar com ele. Vou saber o que ele espera, que gostaria que eu fizesse e vou ajudá-lo da forma que ele definir'', disse. (C.O.)





