Réu garante que não é testa de ferro
O sexto interrogado na audiência de ontem foi o réu Stefan Ruthschilling, apontado pelo MP como testa de ferro do empresário Paulo Midauar, que seria o verdadeiro dono "da milionária Big Petro", distribuidora de combustíveis. Ruthschilling negou veementemente as acusações de falsidade ideológica. Disse que ele é o verdadeiro dono da Big Petro e exaltou-se durante vários momentos, lamentando o fato de ter ficado preso preventivamente por 58 dias, a partir de março do ano passado.
Sobre as dezenas de áudios gravados com autorização da Justiça, inclusive alguns em que supostamente pedia a Midauar que liberasse dinheiro para ele, Ruthschilling invocou a relação de parentesco com o empresário é cunhado do cunhado de Midauar e o fato de conhecê-lo desde a infância. "Eu o tratava como a um tio." Disse que pediu a Midauar, que já atua no ramo de combustíveis, informações e ajuda sobre como gerir a Big Petro. "Ele estava me ajudando a entender do negócio."
Ruthschilling disse que atualmente a Big Petro está sem operação e lembrou que foi multada pela Receita Estadual em cerca de R$ 200 milhões. O advogado de Ruthschilling, Fernando Boberg, afirmou que o jovem empresário tem 29 anos comprou a empresa operando no mercado de combustíveis e pagaria ao antigo dono parceladamente.
Boberg, que também defende Midauar, afirmou que seu cliente, interrogado em Bandeirantes, deu a mesma versão sobre as acusações. Proibido pela Justiça de atuar no mercado de combustíveis, ele estaria exercendo sua outra ocupação, de engenheiro civil.
A promotora Leila Schimiti descartou a versão de Ruthschilling. "Este fato está totalmente, integralmente documentado. Esta situação talvez seja a que mais tem elementos documentais em relação às imputações e àquilo que se identificou por intermédio dos diálogos travados entre o Stefan e todas as demais pessoas envolvidas nestes fatos." (L.C.)





