O vereador Pastor Renato Lemes (PRB), réu de uma ação proposta pelo Ministério Público que tramita na 3 Vara Criminal, é o novo presidente da Comissão de Ética da Câmara de Londrina. A Comissão, votada ontem pelos parlamentares, deve ser composta por quatro vereadores - presidente, vice-presidente, corregedor e suplente -, mas após duas renúncias, dois cargos ainda permanecem sem definição e serão decididos somente na próxima terça-feira.
Seis vereadores se candidataram aos cargos - Rony Alves (PTB), Ivo de Bassi (PTN), Jairo Tamura (PSB), Renato Lemes (PRB), Roberto Kanashiro (PSDB) e Lenir de Assis (PT). Os três mais votados, Rony Alves, Renato Lemes e Jairo Tamura comporiam a Comissão, mas Rony renunciou ao cargo alegando que os outros dois colegas decidiram a liderança da Comissão sem consultá-lo. ''O Código de Ética fala que a Comissão tem até cinco dias para se reunir e decidir os cargos. Se o Código diz claramente que é uma reunião, por que o Renato e o Jairo tomaram a decisão e não tiveram a coragem de me convidar para a reunião? Como vou participar de uma Comissão de Ética que começa sem ética nenhuma?'', argumentou.
Tamura, novo corregedor da Comissão de Ética, rebateu que a maioria dos vereadores que faziam parte do grupo decidiram os cargos e que Rony Alves renunciou por que não gostou da vice-presidência. ''Não aconteceu nada para ele renunciar. Decidimos entre a maioria e o comunicamos sobre o cargo, só isso'', explicou, admitindo que Rony não participou da conversa.
Roberto Kanashiro, suplente da Comissão, que ocuparia a vaga de Rony também renunciou. Por esse motivo, a assessoria regimental da Câmara orientou que na próxima sessão seja feita nova eleição para definir um membro efetivo para o cargo de vice-presidente e mais um suplente. Segundo o regimento interno, a Comissão de Ética atua para preservar a dignidade do mandato parlamentar e zelar pela observância dos preceitos do Código de Ética e Decoro Parlamentar e do Regimento Interno da Câmara.
Quanto a Renato Lemes ser réu de uma ação judicial - da boate erótica Shirogohan - a assessoria da Casa ressaltou que nada impede que ele ocupe a presidência da Comissão de Ética, já que o processo corre no MP e o vereador pode ser absolvido das acusações. ''Somente não poderiam se eleger o presidente da Mesa Executiva e vereadores que tenham sido submetidos a processo disciplinar em curso por ato atentatório ou não correspondente ao decoro parlamentar'', esclareceu a assessoria.
Renato Lemes alegou questões de saúde, foi embora antes do final da sessão na Câmara e não foi encontrado para dar entrevista.

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