Enquanto as ações tramitam na Justiça, os réus seguem suas vidas livremente. Bruno Valverde saiu de Londrina e está dando aula em uma universidade em outro estado. ''Ele tem mestrado em direito'', disse seu advogado, Vinícius Borba. ''Ele está respondendo às ações, não nega as acusações, mas vamos tentar obter para ele a pena mais justa, que é colaborador das investigações.'' Bruno se afastou do Instituto Atlântico em setembro do ano passado, mas a entidade continua prestando serviços a órgãos públicos, como ao município de Cambé. Sobraram ao instituto ações trabalhistas, já que a Prefeitura de Londrina reteve parte dos pagamentos após a operação do MP.
Os diretores do Instituto Gálatas, segundo o advogado André Cunha, continuam atuando na entidade. ''O Gálatas tem projetos nas áreas de saúde e educação em várias cidades, mas não atua mais em Londrina'', revelou Cunha. O Gálatas moveu ação contra o município cobrando R$ 900 mil de recursos que não teriam sido repassados durante a vigência do contrato. O instituto também tem débitos trabalhistas, principalmente com médicos.
O ex-conselheiro Marcos Ratto, que teria exigido propina para induzir membros do Conselho de Saúde a aprovar a contratação dos institutos, voltou ao cargo de secretário geral do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindserv) após obter decisão judicial. ''O sindicato não recorreu por entender que não tínhamos embasamento jurídico, já que os fatos atribuídos a ele não têm relação com o sindicato'', disse o presidente do Sindserv, Marcelo Urbaneja.
O outro ex-conselheiro de saúde, Joel Tadeu, voltou às suas atividades de técnico de contabilidade, informou seu advogado, André Salvador. ''Ele ficou muito abatido, pois permaneceu preso 60 dias sendo inocente'', defendeu. Joel tem sido visto frequentemente no programa ''Prefeitura nos Bairros'', visita semanal que o prefeito faz a bairros da cidade.
Fidélis Canguçu retornou a Arapongas, cidade onde morava antes de ser convidado por Barbosa para ocupar o cargo de procurador jurídico da CMTU e, posteriormente, ser promovido a procurador-geral do município. Atualmente reside em Apucarana. No dia de sua prisão, o prefeito o exonerou, alegando ter sido traído pelo então procurador. Fidélis ficou preso quase dois meses. Depois disso, ele foi acusado de improbidade administrativa em três ações civis públicas movidas pelo MP. (L.C.)

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